domingo, 9 de agosto de 2015

ETAPA 2 CADERNO 5 - REFLEXÃO E AÇÃO 1

Queridos Cursistas.
No texto dessa Unidade fizemos a afirmação de que há um predomínio, nem sempre desejável, do pensamento lógico-dedutivo nas atividades propostas em Matemática. 
Você, Professor(a) de Matemática, concorda com isso? Ou o dominante é mesmo a mera prescrição de regras e procedimentos sem comprovação? Vamos pensar sobre o assunto? Nos exemplos que usamos no texto, há a indicação de atividades que podem ser pensadas por várias áreas ou componentes curriculares. Propomos que, em grupo, seja analisado um conjunto de atividades realizadas com os estudantes no período de uma semana. O ideal é que sejam analisadas as atividades de todos os componentes curriculares de uma determinada turma de estudantes na tentativa de observar e identificar os tipos de pensamento matemático que possam estar presentes nessas atividades. Sugerimos o uso da seguinte tabela: Componente curricular Breve descrição da Atividade Tipos de pensamento matemático envolvidos ... (acrescentem as linhas que forem necessárias) 

Com os dados completos dessa tabela, é possível identificar os tipos de pensamento matemático em todas as atividades? Quais serão os tipos de pensamento mais frequentes na sua área? A partir das explicações e exemplos feitos no texto, pode-se verificar o que foi afirmado em relação a ser o pensamento lógico-dedutivo o mais usado nas atividades de Matemática? Como produzir maior equilíbrio em relação aos diversos tipos de pensamento matemático? Como isso pode auxiliar em planejamentos individuais e coletivos que apontem a escolha do que será trabalhado com os jovens? É importante que o produto dessa reflexão possa ser utilizado em comparação com as outras atividades que propomos adiante. Compartilhem essa tabela e suas reflexões em formato de artigo publicando-as no Portal EMdialogo, disponível em: http://www.emdialogo.uff.br 

ETAPA 2 CADERNO 5 - REFLEXÃO E AÇÃO 2

Professor, professora, no decorrer desta Unidade propusemos dois exercícios individuais de reflexão a partir da sua especialidade. 

Chegou o momento de compartilhar suas ideias e anotações com os demais colegas. 
a) Sobre o Homem Vitruviano propomos que: 


- Compartilhem as anotações feitas anteriormente sobre o que identificaram no desenho de Leonardo da Vinci. - Explicitem quais articulações percebem nessa obra com as dimensões do trabalho, cultura, ciência, e tecnologia, compatíveis com a época em que ela foi produzida pelo artista. 
b) Sobre a exposição idealizada: - Compartilhem e debatam as anotações feitas anteriormente sobre a idealização da exposição. - Registrem os conhecimentos que consideraram mobilizados em cada área de conhecimento e as articulações identificadas com as dimensões do trabalho, cultura, ciência e tecnologia. 
A partir desses dois exercícios de reflexão e combinando com as reflexões realizadas nas outras duas unidades, seria possível definir alguns critérios para a modificação de determinadas rotinas no trabalho semanal que permitissem novos planejamentos mais integrados? 

ETAPA 2 CADERNO 5 - REFLEXÃO E AÇÃO 3

Convidamos vocês, professores das áreas, a fazer o exercício de organizar conjuntamente as ideias discutidas no último exemplo ...

...e outras que imaginarem, em subprojetos que acreditem ter viabilidade na sua escola, a partir da pergunta central formulada. Registrem seus subprojetos, as questões motivadoras, os objetivos e as ações pretendidas em uma tabela análoga àquela desenvolvida ao final do primeiro exemplo. Não esqueçam de discutir e registrar os processos adequados de avaliação para os subprojetos elencados. 

ETAPA 2 CADERNO 5 - REFLEXÃO E AÇÃO 4

Reconhecemos o desafio que pode significar a organização e implementação de atividades integradoras com a área de Matemática.




 Por esse motivo, propomos reservar um tempo para o aprofundamento. Organizar uma roda de conversa com os professores sobre os exemplos de atividades de trabalho e pesquisa propostas nessa unidade. Debatam sobre a viabilidade desse tipo de proposta em sua realidade escolar e apontem o que identificam como positivo e possível, e o que possa apresentar maiores dificuldades ou mesmo impossibilidade de realização. Justifiquem suas conclusões e, sendo o caso, discutam alterações para melhor adequar as ideias das propostas. 


A partir de cada área de conhecimento e levando em conta as características dos seus estudantes atuais, seus possíveis interesses e a cultura da comunidade local, formulem questões para a elaboração de um projeto de pesquisa e intervenção que possa mobilizar conhecimentos da área e com potencial de adesão dos estudantes à proposta. 
Com as questões formuladas a partir das diferentes áreas, negociem um dos temas sugeridos que tenha o maior potencial integrador das áreas, para ser objeto de planejamento conjunto de um possível projeto a ser desenvolvido pelos estudantes.
Nessa atividade deve ser favorecido o protagonismo dos jovens, assim como o trabalho como princípio educativo e a pesquisa como princípio pedagógico.


 Façam o registro das diferentes etapas desta atividade e socializem com os demais professores em formação, publicando-as, em forma de artigo, no Portal EMdialogo, disponível em: http://www.emdialogo. uff.br

ETAPA 2 CADERNO 4 - REFLEXÃO E AÇÃO 1

Nesta unidade discutimos a formação da área de Linguagens, o conceito de linguagem e apresentamos os conhecimentos da área. 

Agora vamos refletir um pouco sobre esses temas através da discussão do filme O enigma de Kaspar Hauser, do diretor alemão Werner Herzog:


Consideremos a seguinte ordem na atividade:
1) Assistir ao filme, procurando observar e anotar,
  • quais são as relações entre linguagem e construção da realidade; 
  • como as práticas de linguagem estão atreladas aos contextos sociais e históricos; 
  • como os conhecimentos de linguagem listados no caderno aparecem no filme.

2) Em roda de discussão, comparar as anotações e reflexões.

3) Ainda no grupo, discutir a relação entre imposição e opção na linguagem e entre reprodução e mudança social.

ETAPA 2 CADERNO 4 - REFLEXÃO E AÇÃO 2

Nesta unidade refletimos sobre o sujeito jovem, as práticas de linguagem e os direitos de aprendizagem.



Para que possamos agora investigar formas de levar essas reflexões para a atividade educativa, propomos um exercício que leve em conta a realidade dos estudantes, e que compreende quatro etapas, quais sejam:

a) Em conversa com seus alunos, levante cinco práticas de linguagem(interação/expressão) que estão presentes em suas vidas.

b) Aponte como elas poderiam ser mobilizadas como atividades de ensino e aprendizagem, quais conhecimentos da área de linguagens estariam presentes e quais direitos à aprendizagem e ao desenvolvimento humanoseriam contemplados.

c) Em uma roda de conversa, exponha seu levantamento e reflexão aos colegas.

d) Considerando os levantamentos expostos por todos os colegas, desenvolvam uma discussão, contemplando o alcance dos direitos e as possibilidades de trabalhos interdisciplinares.

ETAPA 2 CADERNO 4 - REFLEXÃO E AÇÃO 3

Uma forma de mobilizar vários dos conceitos discutidos nesta unidade passa pela possibilidade de planejar um trabalho interdisciplinar, em que linguagens e as diferentes dimensões do currículo: trabalho, cultura, ciência e tecnologia apareçam entrelaçados com um tema de interesse dos jovens de Ensino Médio. Entre tantos possíveis, um desses temas poderia ser estudar o que “faz a cabeça” das pessoas, particularmente dos jovens, em relação ao padrão corporal, o “ideal estético” a ser alcançado por homens e mulheres.

Para desenvolver um trabalho nessa linha, uma possibilidade seria debruçar-se sobre uma revista ou outro artefato cultural consumido pelos jovens da sua escola, na qual o padrão corporal fique sempre em evidência. Dessa forma, para desenvolver essa atividade recomendamos que o grupo de professores escolha uma revista específica, preferencialmente, disponível em internet.


Tomando como base os conhecimentos das diferentes disciplinas da área de Linguagens e de disciplinas de outras áreas, os estudantes seriam desafiados a analisar a revista em diversas perspectivas, passando tanto pelo conteúdo, como pela identificação dos gêneros textuais predominantes, os efeitos de sentidos procurados, o uso das imagens, o desenho, organização etc.
Professores, tomando como referência essa proposta de trabalho interdisciplinar, perguntamos:
·         Qual seriam, em sua perspectiva, os conhecimentos mais “valiosos” que o seu componente curricular poderia aportar para a análise?
·         Qual é a relação desses conhecimentos com as dimensões trabalho, cultura, ciência e tecnologia discutidas nesta unidade?

ETAPA 2 CADERNO 4 - REFLEXÃO E AÇÃO 4

Ao longo desta unidade, promovemos reflexões em torno do fazer pedagógico e sua relação com o currículo, sob diversas perspectivas. Retomando as reflexões teóricas sobre a atividade educativa na atualidade, influenciada pelos impactos das tecnologias digitais, bem como as considerações de Libâneo aqui abordadas sobre a pedagogia como forma de humanização das pessoas, considere: 


1. Discuta com um grupo de colegas as implicações dessas ideias para o seu componente curricular.

 2. A partir das discussões com seu grupo, reflitam em conjunto sobre a metáfora da árvore e o fazer pedagógico. Procurem identificar algumas práticas (recorrentes) dentro de seu componente. No contexto das folhas, abordem as técnicas mais usadas e articulem-nas às práticas, às ideias, pensamentos e valores que as norteiam, ou seja, ligando-as à raiz (filosofia educacional) e ao tronco (pedagogia). 



3. Por fim, discutam qual é a relação do que foi levantado com a formação humana integral dos estudantes. 

quinta-feira, 25 de junho de 2015

ETAPA 2 CADERNO 2 - REFLEXÃO E AÇÃO 1




Querido(a) Cursista, 


Leia o texto abaixo e discuta este conceito entre seus colegas. Registre em um texto as principais idéias debatidas, e em seguida, identifique um conteúdo ou tema do seu componente curricular com potencial para uma ação interdisciplinar e poste no BLOG.


“Apesar de os estudos de processos integrativos serem pequenos em número, os autores concordam em vários pontos. Tomar emprestado de outra disciplina exige assumir o que Janice Lauer chamou de ‘encargo da compreensão’. É necessária uma compreensão mínima do seu mapa cognitivo, incluindo os conceitos básicos, modos de investigação, termos, categorias de observação, técnicas de representação, padrões de prova e tipos de explicação. Aprender uma disciplina a fim de praticá-la é, porém, diferente de usá-la para propósitos interdisciplinares. O domínio da disciplina denota conhecimento completo. O trabalho interdisciplinar exige adequação. Os que tomam algo emprestado não reivindicam expertise em todas as áreas. Eles identificam informações, conceitos ou teorias, métodos ou ferramentas relevantes para a compreensão de um problema particular, processo ou fenômeno. Além disso, não há nenhum Esperanto interdisciplinar. (...) A linguagem interdisciplinar normalmente evolui por meio do desenvolvimento de uma língua de comércio que se torna um pidgin – definido em linguística como uma língua provisória – ou um crioulo – uma nova primeira língua de uma comunidade” (Klein, Julie Thompson. Humanities, culture, and interdisciplinarity: the changing American academy. Albany: State University of New York Press, 2005).

ETAPA 2 CADERNO 2 - REFLEXÃO E AÇÃO 2



Querido(a) Cursista, 

Como sugestão para o desenvolvimento de um bom trabalho e com foco no processo de humanização, sugerimos a realização de um exercício simples com os jovens. Peça que eles escrevam (ou utilizem outra forma de expressão mais atraente, como um pequeno vídeo, uma teatralização etc) quais são seus valores atuais, seus planos para o futuro, e como eles se imaginam daqui a 10 anos.
Lembre-se que conhecer os sujeitos da aprendizagem é fundamental. Poderá fazer toda a diferença na condução das nossas aulas. Nos tornará profissionais mais próximos do que o jovem estudante também espera de um professor.


Depois de realizar essa ação, registre as conclusões do grupo por escrito e poste no Blog.

ETAPA 2 CADERNO 2 - REFLEXÃO E AÇÃO 3



Querido(a) Cursista, 

Nessa atividade você deverá refletir acerca das mudanças que envolvem os processos de seleção de conteúdos e conhecimentos, e elaboração de ações curriculares. Para isso você pode consultar e comparar livros didáticos distintos, Legislação Educacional de diferentes instâncias (Municipal, Estadual, Federal), entrevistar e conversar com professores mais experientes, dentre outras possibilidades, com o objetivo de identificar mudanças e permanências nos conteúdos ensinados.


Registre em um texto suas principais conclusões. (poste no blog)Com base nestas reflexões, e levando em conta os exercícios feitos ao final das Unidades 1 e 2, planeje uma ação curricular que considere a realidade específica de seus estudantes em uma abordagem interdisciplinar entre diferentes componentes curriculares. Entenda-se por “ação curricular” uma sequência didática, uma unidade programática, um trabalho de campo, um projeto de ensino etc. Este planejamento deverá ser registrado e entregue via email.

ETAPA 2 CADERNO 2 - REFLEXÃO E AÇÃO 4


Querido(a) Cursista, 

Propomos como atividade, a criação de uma proposta de ação curricular na área de Ciências Humanas baseada na formulação de um problema a ser investigado. Sugerimos como tema a alimentação. Os estudantes podem, a partir de uma questão inicial apresentada pelos professores, construir uma hipótese para resolvê-la ou interpretá-la. Na verdade, o que propomos é que vocês: professores e professoras, criem uma investigação científica geradora de conhecimentos significativos, valorizadora da autonomia dos estudantes e propiciadora de possíveis mudanças nas atitudes dos estudantes. Para isso, é fundamental que haja interdisciplinaridade e integração de saberes. 
Depois de planejar e realizar essa ação, registre os procedimentos e resultados por escrito, incluindo fotos, destacando a produção dos estudantes, bem como as formas de socialização com a comunidade escolar.
Poste no BLOG.

sexta-feira, 8 de maio de 2015

ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 1



Queridos Cursistas, a seguir propomos uma atividade de reflexão e ação 1. 

Abaixo, está o link para uma questão da prova de Ciências da Natureza do exame PISA. São três questões sobre O COMPORTAMENTO DO ESGANA-GATA, da página 63 a 68 de http://download.inep.gov.br/download/internacional/pisa/Itens_liberados_Ciencias.pdfhttp://download.inep.gov.br/download/internacional/pisa/Itens_liberados_Ciencias.pdf

Analise a questão,discuta com o seu grupo e poste no BLOG: 

a) Quais são os conhecimentos que essa questão tem como objetivo avaliar?
b) Discuta com seu grupo a importância de o estudante do Ensino Médio ser avaliado em relação a esses conhecimentos, de acordo com o que foi discutido na questão a.
c) Como o ensino das Ciências da Natureza, no seu contexto de trabalho, pode contribuir para o desenvolvimento desses conhecimentos?


ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 2




Queridos (as) Cursistas, leiam as proposições abaixo, retiradas do livro Ensino de Ciências e Cidadania das autoras Myrian Krasilchik e Marta Marandino (2007, p. 54-55). Este livro pode ser encontrado na biblioteca da sua escola, pois faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE do Professor, do ano de 2010.

ENSINAR CIÊNCIAS É:
• Estimular atividade intelectual e social dos alunos.
• Motivar e dar prazer pelo aprendizado.
• Demonstrar que o processo da ciência e da tecnologia resultou de um esforço cumulativo de toda a
humanidade.
• Demonstrar que o conhecimento científico vai mudando à medida que novas informações e teorias
levam a interpretações diferentes de fatos.
• Estimular a imaginação, a curiosidade e a criatividade na exploração de fenômenos de interesse dos
alunos.
• Fazer com que os estudantes conheçam fatos, conceitos e ideias básicas da ciência.
• Dar condições para trabalhos práticos que permitam vivenciar investigações científicas rigorosas e
éticas.

ENSINAR CIÊNCIAS NÃO É:
• Realizar exercícios de laboratório seguindo “receitas”, sem promover discussões para análise de procedimentos
e resultados.
• Usar “fórmulas” para resolver problemas sem discutir o seu significado e propostas alternativas.
• Fazer os alunos decorarem termos que não mais serão usados durante o curso.
• Priorizar na sequência do curso e das aulas o conteúdo sem levar em conta fatores que promovam a
motivação e o interesse pelo mesmo.
• Não relacionar e exemplificar sempre que possível o conteúdo ao cotidiano e às experiências pessoais
dos alunos.
• Não apresentar aplicações práticas do que é ensinado.
• Não criar situações para realização de experimento mesmo em situações adversas de trabalho, falta de
material, classes numerosas, entre outras.
• Permitir que os alunos pensem que a Ciência está pronta e acabada e que os conhecimentos atuais são
definitivos.
• Não apresentar e analisar a evolução histórica da ciência.


Discuta essas afirmações com seu grupo e depois postem, no BLOG.

 Todos concordam com essas afirmações? Como podem, de fato, serem planejadas práticas que corroborem com tais proposições?






ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 3

Querido(a) Cursista, a partir das reflexões dessa unidade sugerimos que pensem (em grupo) no planejamento de uma atividade ou sequência de atividades de ensino desenvolvida de forma interdisciplinar a partir dos temas indicados a seguir, ou outro tema que o grupo achar pertinente. 

O planejamento deve considerar a sequência proposta pela figura 2 


para uma abordagem CTS e também aspectos do ensino por investigação discutidos na unidade 1 deste Caderno.
Sugerimos que após o planejamento, discussão e reflexão sobre a realização da atividade, esta seja postada no BLOG e posteriormente concretizada em sala de aula com seus alunos.

 Temas: alimentos transgênicos; clonagem humana; construção de usinas nucleares; crise no fornecimento de água e energia; efeito estufa; enchentes; exploração espacial; fontes de energia e os possíveis impactos ambientais; meios de transporte; poluição em suas diferentes formas; utilização do aparelho telefônico celular na atualidade.




  1. COMENTÁRIOS:
  2. QUESTÃO 3

    Tema: Telefonia Celular
    Celular: o preço que o comércio não mostra
    A partir da discussão sobre aspectos sociais e ambientais relacionados à tecnologia envolvida nos celulares, a abordagem tem como objetivo principal proporcionar aos estudantes a reflexão sobre as consequências do consumismo descomprometido e alienado; sobre o custo/benefício dos avanços tecnológicos, tanto no que diz respeito às relações humanas quanto às questões ambientais envolvidas, a saber: escassez de recursos minerais, degradação de solos, contaminação, produção e acúmulo de lixo.
    A proposta tem caráter interdisciplinar, pois aborda intrinsecamente questões relacionadas à química, biologia, geografia, sociologia, filosofia e língua portuguesa.
    A abordagem consiste nas seguintes etapas:
    1-    A partir da análise das imagens a seguir, promover um debate sobre a importância pessoal do celular em nossas vidas:


     
     

1        
2            2 - Leitura e discussão do texto “Consumismo: o mal do século”  (Santos e Mól. Livro Química                Cidadã)   

              3 -  A partir da página: DW- Ciência e Tecnologia, disponível em:
              serão explorados os seguintes temas:
a)    Estudo dos elementos químicos presentes no celular;
b)    Regiões mundiais de exploração de cada matéria-prima apontada;
c)    Impacto ambiental de cada matéria-prima explorada;
d)    Relações de trabalho envolvidas nas explorações: - quem são os trabalhadores dessas minas, garimpos, mineradoras – quais as condições de trabalho – questões de saúde destes trabalhadores;
e)    Aspectos econômicos e políticos;
f)     Lixo eletrônico: os problemas ambientais e de saúde humana;
g)    Lixo eletrônico: descarte e reutilização (possibilidades e implicações).
          4- Pesquisa sobre as políticas públicas para o manejo do lixo eletrônico no município.
          5- Entrevista com moradores do bairro para conhecer como os moradores tratam o lixo eletrônico.
          6-  Discussão de alternativas para amenizar o problema do descarte adequado de materiais eletrônicos         na comunidade. (informação, sensibilização, etc.)
      7-  Apresentação dos resultados para a comunidade escolar através de uma mostra envolvendo atividades diferenciadas: teatro, paródias, exposições de fotos, cartazes, palestras.

Esperamos que, ao abordar de forma contextualizada todos estes fatores relacionados à tecnologia dos telefones celulares, os estudantes possam desenvolver uma postura mais crítica, superando o deslumbramento e a visão ingênua frente aos avanços tecnológicos que se apresentam e assim desenvolver uma postura mais participativa e questionadora.
As unidades didáticas apresentadas já estão sendo desenvolvidas nas turmas de 1º ano A e B do colégio. 

Professores: Ionara, Sinara, Angélica e Jair. 

ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 4




Queridos(as) Cursistas, nesta unidade realizamos uma discussão sobre ciência e a forma como a mesma se materializa nos currículos e cotidianos das escolas. Apresentamos algumas propostas de abordagens pedagógico-curriculares da área e alguns exemplos de como os componentes curriculares podem se organizar – por meio de planejamentos individuais ou interdisciplinares – de acordo com os direitos à aprendizagem dos estudantes.
Sugerimos que você, e seu grupo, definam uma temática relevante para sua realidade, escolham uma das abordagens apresentadas e planejem uma unidade de ensino envolvendo os componentes curriculares da área de maneira interdisciplinar. 
Feito isso, postem a atividade no BLOG.
Depois em formato de artigo postem no Portal Em Diálogo (http://www.emdialogo.uff.br/). 
Se possível, apliquem com seus alunos e discutam como foi o trabalho em sala de aula e de que forma a unidade de ensino contribuiu para a formação integral dos estudantes na perspectiva das DCNEM.





  1. COMENTÁRIOS:

TELEFONIA CELULAR: O PREÇO QUE O COMÉRCIO NÃO MOSTRA.
A eminente necessidade de promover espaços de discussão quanto à ciência, o conhecimento científico e tecnológico e suas implicações sociais está pautada, entre outros fatores, à postura dos nossos estudantes frente ao desenvolvimento científico e tecnológico. Postura esta que, de acordo com Vieira Pinto (2005) manifesta uma forma particular de alienação que perverte a verdadeira finalidade das produções humanas ao converter a obra técnica em valor moral (ibidem, p.41) e que a partir da “crença na espontaneidade da máquina, aceita a materialidade imediata que exibe, sem levar em conta o pensamento nela incorporado” (VIEIRA PINTO, 2005 p.73).
Inseridos numa cultura de deslumbramento dos recursos tecnológicos, nossos jovens estudantes não percebem que as “novas tecnologias mudam aquilo que entendemos como ‘conhecimento’ e ‘verdade’, alteram hábitos de pensamentos profundamente enraizados que dão a uma cultura seu senso de como o mundo é mundo” (POSTMAN, 1992 p.22, grifo do autor) e ao trazer uma gama de informações sem instrução adequada reforça as relações de poder, o empobrecimento cultural, ético e afetivo.
Somam-se a todas estas consequências sociais e culturais uma série de impactos ambientais decorrentes da falta de uma postura crítica quanto ao desenvolvimento científico e tecnológico. A ineficiência em lidar com todas estas questões promovem tanto o fracasso em explorar o potencial humano quanto o potencial da tecnologia e, quando somados os efeitos negativos, essas dificuldades “além de criar problemas individuais causam para a sociedade um acúmulo de problemas como, dificuldades psicológicas, perda de produtividade e inquietações econômicas” (VICENTE, 2003 p.29). Por conseguinte, 
[...] precisamos formar estudantes com capacidade de compreender as relações entre nossas técnicas e nossos mundos social e psíquico, de modo que possam iniciar conversas informadas sobre onde a tecnologia nos está levando e como (POSTMAN, 1992 p.203).

Estas questões a cerca do desenvolvimento tecnológico estão contempladas nos objetivos estabelecidos para o ensino de ciências no Brasil. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, PCN’s (1998) as Ciências Naturais no ensino fundamental devem ser trabalhados de maneira que o estudante desenvolva competências que lhe permitam compreender o mundo e atuar como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica. E que, no final do ensino fundamental, desenvolvam algumas capacidades, tais como:
Compreender a Ciência como um processo de produção de conhecimento e uma atividade humana, histórica, associada a aspectos de ordem social, econômica, política e cultural; identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica, e compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das práticas científico-tecnológicas; Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar (BRASIL, 1998b, p.33).

De acordo com Auler (2003), em uma perspectiva ampliada a AC busca a compreensão de interações entre Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS), associando o ensino de conceitos à problematização destas construções históricas vinculadas à suposta neutralidade da ciência e tecnologia (C&T), como a superioridade do modelo de decisões tecnocráticas, a perspectiva salvacionista, redentora, atribuída à C&T e o determinismo tecnológico.
Diante disto, faz necessário repensar o Ensino de Ciências, contemplando os conteúdos dentro de uma dimensão histórica, cultural, política e econômica, possibilitando aos estudantes tornarem-se agentes reflexivos e participativos dos avanços científicos e tecnológicos de seu tempo. Pinheiro, Silveira e Bazzo (2007) destacam que:

[...] a importância de discutir com os alunos os avanços da ciência e tecnologia, suas causas, consequências, os interesses econômicos e políticos, de forma contextualizada, está no fato de que devemos conceber a ciência como fruto da criação humana. Por isso, ela está intimamente ligada à evolução do ser humano, desenvolvendo-se permeada pela ação reflexiva de quem sofre/age as diversas crises inerentes a esse processo de desenvolvimento. (PINHEIRO; SILVEIRA; BAZZO, 2007 p.00).

Deste modo pensou-se numa proposta de trabalho que parte de um ensino com enfoque CTS a partir do tema “Telefonia celular, o preço que o comércio não mostra”.
 A partir da discussão sobre aspectos sociais e ambientais relacionados à tecnologia envolvida nos celulares, a abordagem tem como objetivo principal proporcionar aos estudantes a reflexão sobre as consequências do consumo descomprometido e alienado; sobre o custo/benefício dos avanços tecnológicos, tanto no que diz respeito às relações humanas quanto às questões ambientais envolvidas, a saber: escassez de recursos minerais, degradação de solos, contaminação, produção e acúmulo de lixo.
A proposta tem caráter interdisciplinar, pois aborda intrinsecamente questões relacionadas à química, biologia, geografia, sociologia, filosofia e língua portuguesa.
A abordagem consiste nas seguintes etapas:

1-    A partir da análise das imagens a seguir, promover um debate sobre a importância pessoal do celular em nossas vidas:

  1. 2-    Leitura e discussão do texto “Consumismo: o mal do século” (Santos e Mól, 2013).
  2. 3-   A partir da página: DW- Ciência e Tecnologia, disponível em: http://www.dw.de/telefone-celular-guarda-tesouro-em-mat%C3%A9rias-primas/a-16451931, serão explorados os seguintes temas:

  3. a)    Estudo dos elementos químicos presentes no celular;
  4. b)    Regiões mundiais de exploração de cada matéria-prima apontada;
  5. c)    Impacto ambiental de cada matéria-prima explorada;
  6. d)    Relações de trabalho envolvidas nas explorações: - quem são os trabalhadores dessas minas, garimpos, mineradoras – quais as condições de trabalho – questões de saúde destes trabalhadores;
  7. e)    Aspectos econômicos e políticos;
  8. f)     Lixo eletrônico: os problemas ambientais e de saúde humana;
  9. g)    Lixo eletrônico: descarte e reutilização (possibilidades e implicações).
  10. 4-    Pesquisa sobre as políticas públicas para o manejo do lixo eletrônico no município.
  11.  5-   Entrevista com moradores do bairro para conhecer como os moradores tratam o lixo eletrônico.
  12.  6- Discussão de alternativas para amenizar o problema do descarte adequado de materiais eletrônicos na comunidade. (informação, sensibilização, etc.)
  13.   7-  Apresentação dos resultados para a comunidade escolar através de uma mostra envolvendo atividades diferenciadas: teatro, paródias, exposições de fotos, cartazes, palestras.

Esperamos que, ao abordar de forma contextualizada todos estes fatores relacionados à tecnologia dos telefones celulares, os estudantes possam desenvolver uma postura mais crítica, superando o deslumbramento e a visão ingênua frente aos avanços tecnológicos que se apresentam e assim desenvolver uma postura mais participativa e questionadora.

  As unidades didáticas apresentadas já estão sendo desenvolvidas nas turmas de 1º ano A e B do colégio. 


Referências Bibliográficas

AULER, D. Alfabetização científico-tecnológica: um novo “paradigma”? Ensaio – Pesquisa em Educação em Ciências, V. 5 n.1, p 1-16, 2003.

BRASIL. Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais - terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: Ciências Naturais. Brasília. 1998b. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf>. Acesso em: 27de maio, 2015.

PINHEIRO, N.A.M.; SILVEIRA,R.M.C.F.; BAZZO,W.A. Ciência, Tecnologia e Sociedade: a relevância do enfoque CTS para o contexto do Ensino Médio. Ciência e Educação. Bauru, vol.13, nº1, 2007 Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151673132007000100005&script=sci_arttext> Acesso em 01/11/2014.

POSTMAN, N. Tecnopólio – a rendição da cultura à tecnologia. São Paulo: Nobel, 1994. 223 p.

VICENT, K. Homens e máquinas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. 383 p.

VIEIRA PINTO, A. O conceito de tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. 531 p. v 01.




Professores: Ionara, Sinara, Angélica e Jair.