sexta-feira, 8 de maio de 2015

ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 2




Queridos (as) Cursistas, leiam as proposições abaixo, retiradas do livro Ensino de Ciências e Cidadania das autoras Myrian Krasilchik e Marta Marandino (2007, p. 54-55). Este livro pode ser encontrado na biblioteca da sua escola, pois faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE do Professor, do ano de 2010.

ENSINAR CIÊNCIAS É:
• Estimular atividade intelectual e social dos alunos.
• Motivar e dar prazer pelo aprendizado.
• Demonstrar que o processo da ciência e da tecnologia resultou de um esforço cumulativo de toda a
humanidade.
• Demonstrar que o conhecimento científico vai mudando à medida que novas informações e teorias
levam a interpretações diferentes de fatos.
• Estimular a imaginação, a curiosidade e a criatividade na exploração de fenômenos de interesse dos
alunos.
• Fazer com que os estudantes conheçam fatos, conceitos e ideias básicas da ciência.
• Dar condições para trabalhos práticos que permitam vivenciar investigações científicas rigorosas e
éticas.

ENSINAR CIÊNCIAS NÃO É:
• Realizar exercícios de laboratório seguindo “receitas”, sem promover discussões para análise de procedimentos
e resultados.
• Usar “fórmulas” para resolver problemas sem discutir o seu significado e propostas alternativas.
• Fazer os alunos decorarem termos que não mais serão usados durante o curso.
• Priorizar na sequência do curso e das aulas o conteúdo sem levar em conta fatores que promovam a
motivação e o interesse pelo mesmo.
• Não relacionar e exemplificar sempre que possível o conteúdo ao cotidiano e às experiências pessoais
dos alunos.
• Não apresentar aplicações práticas do que é ensinado.
• Não criar situações para realização de experimento mesmo em situações adversas de trabalho, falta de
material, classes numerosas, entre outras.
• Permitir que os alunos pensem que a Ciência está pronta e acabada e que os conhecimentos atuais são
definitivos.
• Não apresentar e analisar a evolução histórica da ciência.


Discuta essas afirmações com seu grupo e depois postem, no BLOG.

 Todos concordam com essas afirmações? Como podem, de fato, serem planejadas práticas que corroborem com tais proposições?






5 comentários:

  1. Concordamos. Entendemos que os conteúdos trabalhados devem conduzir os alunos à investigação, experiência e reflexão. Portanto, precisamos aproximar os conteúdos da realidade vivida por eles e, assim, despertar o interesse e a motivação pela questão. Vamos trabalhar com o exemplo do sistema de transporte coletivo, onde podemos incentivar os alunos a mapear a realidade atual em relação a qualidade e disponibilidade do transporte na cidade onde vivem, identificando os pontos positivos e negativos. Junto com este mapeamento, são orientados a fazer pesquisa sobre a evolução do sistema de transporte através da história e como o desenvolvimento da ciência e tecnologia foram fundamentais para a promoção das melhorias que temos hoje. Após esse levantamento, os alunos devem propor melhorias potenciais para resolver as deficiências atuais. Em seguida, fazer pesquisa sobre os projetos e propostas que estão sendo trabalhadas pela Prefeitura local.
    Como se trata de um tema que faz parte da realidade deles, entendemos que haverá mais interesse e motivação pelo assunto e, como consequência, pelas aulas.

    Carlos Roberto Gonçalves
    Eleni Eliana de Lima
    Ernani Pedro Chaerki
    Elisabeth Celi Kulaitis
    Elizete Soares da Silva
    Sueli Tarachuka Gonzato.

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. A ciência tanto quanto as outras disciplinas estão numa constante evolução, em períodos positivistas o processo de aprender estava relacionado com uma dinâmica onde o aprender estava relacionado com o que é prático e útil, pois era preciso formar indivíduos funcionais, condicionados ao meio e dispostos a uma construção social, agora com o término de sistemas como o tecnicismo, os docentes têm a intenção de fazer algo mais, não queremos mais pessoas que saibam " apertar botões ", queremos gente que questione o que acontece com o apertar deste botão, assim o estímulo de compreensão da ciência se torna um desafio que irá enobrecer o trabalho do professor, pois agora exige uma articulação com elementos filosóficos, históricos e até mesmo sociológicos, agora estamos humanizando a ciência, tirando do patamar elevado o objeto a invenção feita para se colocar no lugar o homem por trás que a fez. Este trabalho trás para o aluno um conhecimento que ele pode tocar, pois não é frio sem uso prático, agora o mundo pode se tornar seu laboratório fazendo o conhecimento não ficar trancado entre os muros da escola.

    Feito por Marcão, Luis Vladimir, Nilza, Rosiane, Selma, Sandra

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  4. Proporcionar ao estudante a oportunidade de realizar levantamento de hipóteses, desenvolvimento do raciocínio lógico e interpretação e correlação de dados faz com que o estudante aprenda a questionar os conteúdos, compreenda o que está sendo trabalhado e relacione todos os conhecimentos á sua visão de mundo, assim a aprendizagem acontece de forma mais significativa e o conteúdo se torna um instrumento de ação na realidade.
    Ao iniciar um trabalho de adaptação do aluno, a utilização do laboratório, técnicas científicas e equipamentos há necessidade de uma intervenção e mediação mais freqüente do professor, à medida que o aluno já compreenda o processo de investigação,a mediação é menor e já conseguirá vivenciar o pensamento científico e argumentação.
    Adriana, Kevin, Lucyene e Vinicius

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  5. Os aspectos destacados pelas autoras para a Educação em Ciências ressaltam o caráter formativo e cultural do ensino. O Ensino de Ciências para alcançar os objetivos a que se propõe dentro da educação básica, precisa ir muito além da dimensão conceitual. Tão relevante quanto à linguagem e os conceitos científicos, os processos pelos quais estes conhecimentos foram construídos, a história e natureza da Ciência, o caráter epistemológico do conhecimento científico e as questões sociocientíficas são fundamentais para que os estudantes não desenvolvam uma imagem ingênua da Ciência. O processo de alfabetização científica e tecnológica (ACT) necessário para que os estudantes possam ler o mundo, dialogar e tomar decisões a cerca dos avanços científicos e tecnológicos do país, não é alcançado através de processos puramente expositivos, bancários (FREIRE, 1987), unilaterais. Uma abordagem problematizadora que dialogue com as visões comuns dos estudantes, questionando e direcionando a construção de processos se torna muito mais coerente para desenvolver a capacidade analítica, reflexiva e criativa do que repetição de teorias, fórmulas e demonstrações práticas que corroboram muitas vezes para a uma imagem da “ciência show” que além de não favorecer a compreensão dos conceitos, tampouco a relaciona com a vida prática dos alunos, ao contrário, reforça as ideias de uma ciência elitista voltada exclusivamente aos cientistas e vazia de historicidade, dos aspectos sociopolíticos e econômicos e culturais que a envolvem.
    O ensino que contemple as características sugeridas pelas autoras precisa percorrer a investigação e problematização, pois Bachelard (1996) assinala que “todo conhecimento é resposta a uma questão”.
    Acreditamos na perspectiva construtivista com foco no ensino por investigação como o contemplado por CACHAPUZ et al (2011) na qual a metáfora novice researchers (investigadores principiantes) é utilizada para caracterizar a participação ativa por parte dos estudantes na construção do conhecimento e não a simples reconstrução pessoal do conhecimento previamente através do professor ou do livro didático, num processo de transmissão/recepção. A investigação neste sentido contempla não apenas as práticas de laboratório quanto às situações teóricas. Pode ser um instrumento importante no desenvolvimento de habilidades e capacidades como: raciocínio, argumentação e ação usando os conhecimentos teóricos e inclusive matemáticos. Proporciona assim, um ensino mais completo e dinâmico e torna o aprendizado das ciências mais humano e formativo.

    BACHELARD, G. A formação do espírito científico: uma contribuição para a psicanálise do conhecimento. Rio de Janeiro: Contraponto, 1996. 313 p.
    CACHAPUZ, A; CARVALHO, A. M. P.; GIZ-PÉREZ, D. A necessária renovação do Ensino de Ciências. São Paulo: Cortez, 2005. 264 p.
    FREIRE, Paulo. Pedagogia do Oprimido. Paz e Terra, Rio de Janeiro, 1987. 253 p.

    Professores: Ionara, Sinara, Jair, Angélica.

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