sexta-feira, 8 de maio de 2015

ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 1



Queridos Cursistas, a seguir propomos uma atividade de reflexão e ação 1. 

Abaixo, está o link para uma questão da prova de Ciências da Natureza do exame PISA. São três questões sobre O COMPORTAMENTO DO ESGANA-GATA, da página 63 a 68 de http://download.inep.gov.br/download/internacional/pisa/Itens_liberados_Ciencias.pdfhttp://download.inep.gov.br/download/internacional/pisa/Itens_liberados_Ciencias.pdf

Analise a questão,discuta com o seu grupo e poste no BLOG: 

a) Quais são os conhecimentos que essa questão tem como objetivo avaliar?
b) Discuta com seu grupo a importância de o estudante do Ensino Médio ser avaliado em relação a esses conhecimentos, de acordo com o que foi discutido na questão a.
c) Como o ensino das Ciências da Natureza, no seu contexto de trabalho, pode contribuir para o desenvolvimento desses conhecimentos?


ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 2




Queridos (as) Cursistas, leiam as proposições abaixo, retiradas do livro Ensino de Ciências e Cidadania das autoras Myrian Krasilchik e Marta Marandino (2007, p. 54-55). Este livro pode ser encontrado na biblioteca da sua escola, pois faz parte do acervo do Programa Nacional Biblioteca da Escola – PNBE do Professor, do ano de 2010.

ENSINAR CIÊNCIAS É:
• Estimular atividade intelectual e social dos alunos.
• Motivar e dar prazer pelo aprendizado.
• Demonstrar que o processo da ciência e da tecnologia resultou de um esforço cumulativo de toda a
humanidade.
• Demonstrar que o conhecimento científico vai mudando à medida que novas informações e teorias
levam a interpretações diferentes de fatos.
• Estimular a imaginação, a curiosidade e a criatividade na exploração de fenômenos de interesse dos
alunos.
• Fazer com que os estudantes conheçam fatos, conceitos e ideias básicas da ciência.
• Dar condições para trabalhos práticos que permitam vivenciar investigações científicas rigorosas e
éticas.

ENSINAR CIÊNCIAS NÃO É:
• Realizar exercícios de laboratório seguindo “receitas”, sem promover discussões para análise de procedimentos
e resultados.
• Usar “fórmulas” para resolver problemas sem discutir o seu significado e propostas alternativas.
• Fazer os alunos decorarem termos que não mais serão usados durante o curso.
• Priorizar na sequência do curso e das aulas o conteúdo sem levar em conta fatores que promovam a
motivação e o interesse pelo mesmo.
• Não relacionar e exemplificar sempre que possível o conteúdo ao cotidiano e às experiências pessoais
dos alunos.
• Não apresentar aplicações práticas do que é ensinado.
• Não criar situações para realização de experimento mesmo em situações adversas de trabalho, falta de
material, classes numerosas, entre outras.
• Permitir que os alunos pensem que a Ciência está pronta e acabada e que os conhecimentos atuais são
definitivos.
• Não apresentar e analisar a evolução histórica da ciência.


Discuta essas afirmações com seu grupo e depois postem, no BLOG.

 Todos concordam com essas afirmações? Como podem, de fato, serem planejadas práticas que corroborem com tais proposições?






ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 3

Querido(a) Cursista, a partir das reflexões dessa unidade sugerimos que pensem (em grupo) no planejamento de uma atividade ou sequência de atividades de ensino desenvolvida de forma interdisciplinar a partir dos temas indicados a seguir, ou outro tema que o grupo achar pertinente. 

O planejamento deve considerar a sequência proposta pela figura 2 


para uma abordagem CTS e também aspectos do ensino por investigação discutidos na unidade 1 deste Caderno.
Sugerimos que após o planejamento, discussão e reflexão sobre a realização da atividade, esta seja postada no BLOG e posteriormente concretizada em sala de aula com seus alunos.

 Temas: alimentos transgênicos; clonagem humana; construção de usinas nucleares; crise no fornecimento de água e energia; efeito estufa; enchentes; exploração espacial; fontes de energia e os possíveis impactos ambientais; meios de transporte; poluição em suas diferentes formas; utilização do aparelho telefônico celular na atualidade.




  1. COMENTÁRIOS:
  2. QUESTÃO 3

    Tema: Telefonia Celular
    Celular: o preço que o comércio não mostra
    A partir da discussão sobre aspectos sociais e ambientais relacionados à tecnologia envolvida nos celulares, a abordagem tem como objetivo principal proporcionar aos estudantes a reflexão sobre as consequências do consumismo descomprometido e alienado; sobre o custo/benefício dos avanços tecnológicos, tanto no que diz respeito às relações humanas quanto às questões ambientais envolvidas, a saber: escassez de recursos minerais, degradação de solos, contaminação, produção e acúmulo de lixo.
    A proposta tem caráter interdisciplinar, pois aborda intrinsecamente questões relacionadas à química, biologia, geografia, sociologia, filosofia e língua portuguesa.
    A abordagem consiste nas seguintes etapas:
    1-    A partir da análise das imagens a seguir, promover um debate sobre a importância pessoal do celular em nossas vidas:


     
     

1        
2            2 - Leitura e discussão do texto “Consumismo: o mal do século”  (Santos e Mól. Livro Química                Cidadã)   

              3 -  A partir da página: DW- Ciência e Tecnologia, disponível em:
              serão explorados os seguintes temas:
a)    Estudo dos elementos químicos presentes no celular;
b)    Regiões mundiais de exploração de cada matéria-prima apontada;
c)    Impacto ambiental de cada matéria-prima explorada;
d)    Relações de trabalho envolvidas nas explorações: - quem são os trabalhadores dessas minas, garimpos, mineradoras – quais as condições de trabalho – questões de saúde destes trabalhadores;
e)    Aspectos econômicos e políticos;
f)     Lixo eletrônico: os problemas ambientais e de saúde humana;
g)    Lixo eletrônico: descarte e reutilização (possibilidades e implicações).
          4- Pesquisa sobre as políticas públicas para o manejo do lixo eletrônico no município.
          5- Entrevista com moradores do bairro para conhecer como os moradores tratam o lixo eletrônico.
          6-  Discussão de alternativas para amenizar o problema do descarte adequado de materiais eletrônicos         na comunidade. (informação, sensibilização, etc.)
      7-  Apresentação dos resultados para a comunidade escolar através de uma mostra envolvendo atividades diferenciadas: teatro, paródias, exposições de fotos, cartazes, palestras.

Esperamos que, ao abordar de forma contextualizada todos estes fatores relacionados à tecnologia dos telefones celulares, os estudantes possam desenvolver uma postura mais crítica, superando o deslumbramento e a visão ingênua frente aos avanços tecnológicos que se apresentam e assim desenvolver uma postura mais participativa e questionadora.
As unidades didáticas apresentadas já estão sendo desenvolvidas nas turmas de 1º ano A e B do colégio. 

Professores: Ionara, Sinara, Angélica e Jair. 

ETAPA 2 CADERNO 3 - REFLEXÃO E AÇÃO 4




Queridos(as) Cursistas, nesta unidade realizamos uma discussão sobre ciência e a forma como a mesma se materializa nos currículos e cotidianos das escolas. Apresentamos algumas propostas de abordagens pedagógico-curriculares da área e alguns exemplos de como os componentes curriculares podem se organizar – por meio de planejamentos individuais ou interdisciplinares – de acordo com os direitos à aprendizagem dos estudantes.
Sugerimos que você, e seu grupo, definam uma temática relevante para sua realidade, escolham uma das abordagens apresentadas e planejem uma unidade de ensino envolvendo os componentes curriculares da área de maneira interdisciplinar. 
Feito isso, postem a atividade no BLOG.
Depois em formato de artigo postem no Portal Em Diálogo (http://www.emdialogo.uff.br/). 
Se possível, apliquem com seus alunos e discutam como foi o trabalho em sala de aula e de que forma a unidade de ensino contribuiu para a formação integral dos estudantes na perspectiva das DCNEM.





  1. COMENTÁRIOS:

TELEFONIA CELULAR: O PREÇO QUE O COMÉRCIO NÃO MOSTRA.
A eminente necessidade de promover espaços de discussão quanto à ciência, o conhecimento científico e tecnológico e suas implicações sociais está pautada, entre outros fatores, à postura dos nossos estudantes frente ao desenvolvimento científico e tecnológico. Postura esta que, de acordo com Vieira Pinto (2005) manifesta uma forma particular de alienação que perverte a verdadeira finalidade das produções humanas ao converter a obra técnica em valor moral (ibidem, p.41) e que a partir da “crença na espontaneidade da máquina, aceita a materialidade imediata que exibe, sem levar em conta o pensamento nela incorporado” (VIEIRA PINTO, 2005 p.73).
Inseridos numa cultura de deslumbramento dos recursos tecnológicos, nossos jovens estudantes não percebem que as “novas tecnologias mudam aquilo que entendemos como ‘conhecimento’ e ‘verdade’, alteram hábitos de pensamentos profundamente enraizados que dão a uma cultura seu senso de como o mundo é mundo” (POSTMAN, 1992 p.22, grifo do autor) e ao trazer uma gama de informações sem instrução adequada reforça as relações de poder, o empobrecimento cultural, ético e afetivo.
Somam-se a todas estas consequências sociais e culturais uma série de impactos ambientais decorrentes da falta de uma postura crítica quanto ao desenvolvimento científico e tecnológico. A ineficiência em lidar com todas estas questões promovem tanto o fracasso em explorar o potencial humano quanto o potencial da tecnologia e, quando somados os efeitos negativos, essas dificuldades “além de criar problemas individuais causam para a sociedade um acúmulo de problemas como, dificuldades psicológicas, perda de produtividade e inquietações econômicas” (VICENTE, 2003 p.29). Por conseguinte, 
[...] precisamos formar estudantes com capacidade de compreender as relações entre nossas técnicas e nossos mundos social e psíquico, de modo que possam iniciar conversas informadas sobre onde a tecnologia nos está levando e como (POSTMAN, 1992 p.203).

Estas questões a cerca do desenvolvimento tecnológico estão contempladas nos objetivos estabelecidos para o ensino de ciências no Brasil. De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais, PCN’s (1998) as Ciências Naturais no ensino fundamental devem ser trabalhados de maneira que o estudante desenvolva competências que lhe permitam compreender o mundo e atuar como cidadão, utilizando conhecimentos de natureza científica e tecnológica. E que, no final do ensino fundamental, desenvolvam algumas capacidades, tais como:
Compreender a Ciência como um processo de produção de conhecimento e uma atividade humana, histórica, associada a aspectos de ordem social, econômica, política e cultural; identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje e em sua evolução histórica, e compreender a tecnologia como meio para suprir necessidades humanas, sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das práticas científico-tecnológicas; Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais, colocando em prática conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar (BRASIL, 1998b, p.33).

De acordo com Auler (2003), em uma perspectiva ampliada a AC busca a compreensão de interações entre Ciência-Tecnologia-Sociedade (CTS), associando o ensino de conceitos à problematização destas construções históricas vinculadas à suposta neutralidade da ciência e tecnologia (C&T), como a superioridade do modelo de decisões tecnocráticas, a perspectiva salvacionista, redentora, atribuída à C&T e o determinismo tecnológico.
Diante disto, faz necessário repensar o Ensino de Ciências, contemplando os conteúdos dentro de uma dimensão histórica, cultural, política e econômica, possibilitando aos estudantes tornarem-se agentes reflexivos e participativos dos avanços científicos e tecnológicos de seu tempo. Pinheiro, Silveira e Bazzo (2007) destacam que:

[...] a importância de discutir com os alunos os avanços da ciência e tecnologia, suas causas, consequências, os interesses econômicos e políticos, de forma contextualizada, está no fato de que devemos conceber a ciência como fruto da criação humana. Por isso, ela está intimamente ligada à evolução do ser humano, desenvolvendo-se permeada pela ação reflexiva de quem sofre/age as diversas crises inerentes a esse processo de desenvolvimento. (PINHEIRO; SILVEIRA; BAZZO, 2007 p.00).

Deste modo pensou-se numa proposta de trabalho que parte de um ensino com enfoque CTS a partir do tema “Telefonia celular, o preço que o comércio não mostra”.
 A partir da discussão sobre aspectos sociais e ambientais relacionados à tecnologia envolvida nos celulares, a abordagem tem como objetivo principal proporcionar aos estudantes a reflexão sobre as consequências do consumo descomprometido e alienado; sobre o custo/benefício dos avanços tecnológicos, tanto no que diz respeito às relações humanas quanto às questões ambientais envolvidas, a saber: escassez de recursos minerais, degradação de solos, contaminação, produção e acúmulo de lixo.
A proposta tem caráter interdisciplinar, pois aborda intrinsecamente questões relacionadas à química, biologia, geografia, sociologia, filosofia e língua portuguesa.
A abordagem consiste nas seguintes etapas:

1-    A partir da análise das imagens a seguir, promover um debate sobre a importância pessoal do celular em nossas vidas:

  1. 2-    Leitura e discussão do texto “Consumismo: o mal do século” (Santos e Mól, 2013).
  2. 3-   A partir da página: DW- Ciência e Tecnologia, disponível em: http://www.dw.de/telefone-celular-guarda-tesouro-em-mat%C3%A9rias-primas/a-16451931, serão explorados os seguintes temas:

  3. a)    Estudo dos elementos químicos presentes no celular;
  4. b)    Regiões mundiais de exploração de cada matéria-prima apontada;
  5. c)    Impacto ambiental de cada matéria-prima explorada;
  6. d)    Relações de trabalho envolvidas nas explorações: - quem são os trabalhadores dessas minas, garimpos, mineradoras – quais as condições de trabalho – questões de saúde destes trabalhadores;
  7. e)    Aspectos econômicos e políticos;
  8. f)     Lixo eletrônico: os problemas ambientais e de saúde humana;
  9. g)    Lixo eletrônico: descarte e reutilização (possibilidades e implicações).
  10. 4-    Pesquisa sobre as políticas públicas para o manejo do lixo eletrônico no município.
  11.  5-   Entrevista com moradores do bairro para conhecer como os moradores tratam o lixo eletrônico.
  12.  6- Discussão de alternativas para amenizar o problema do descarte adequado de materiais eletrônicos na comunidade. (informação, sensibilização, etc.)
  13.   7-  Apresentação dos resultados para a comunidade escolar através de uma mostra envolvendo atividades diferenciadas: teatro, paródias, exposições de fotos, cartazes, palestras.

Esperamos que, ao abordar de forma contextualizada todos estes fatores relacionados à tecnologia dos telefones celulares, os estudantes possam desenvolver uma postura mais crítica, superando o deslumbramento e a visão ingênua frente aos avanços tecnológicos que se apresentam e assim desenvolver uma postura mais participativa e questionadora.

  As unidades didáticas apresentadas já estão sendo desenvolvidas nas turmas de 1º ano A e B do colégio. 


Referências Bibliográficas

AULER, D. Alfabetização científico-tecnológica: um novo “paradigma”? Ensaio – Pesquisa em Educação em Ciências, V. 5 n.1, p 1-16, 2003.

BRASIL. Brasil. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais - terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: Ciências Naturais. Brasília. 1998b. Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/ciencias.pdf>. Acesso em: 27de maio, 2015.

PINHEIRO, N.A.M.; SILVEIRA,R.M.C.F.; BAZZO,W.A. Ciência, Tecnologia e Sociedade: a relevância do enfoque CTS para o contexto do Ensino Médio. Ciência e Educação. Bauru, vol.13, nº1, 2007 Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S151673132007000100005&script=sci_arttext> Acesso em 01/11/2014.

POSTMAN, N. Tecnopólio – a rendição da cultura à tecnologia. São Paulo: Nobel, 1994. 223 p.

VICENT, K. Homens e máquinas. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005. 383 p.

VIEIRA PINTO, A. O conceito de tecnologia. Rio de Janeiro: Contraponto, 2005. 531 p. v 01.




Professores: Ionara, Sinara, Angélica e Jair.