Como foi visto, temos um grave desafio a enfrentar em nossa realidade educacional, quando a metade (50,9%) dos jovens entre 15 e 17 anos não frequenta o ensino médio e aproximadamente um terço (34,3%) ainda está, como repetente ou por ingresso tardio, no ensino fundamental. Utilizando dados da PNAD/ IBGE, vimos que a taxa líquida de matrícula para essa população passa de 17,3%, em 1991, para 32,7%, em 1999, atingindo 44,2% em 2004 e 50,9% em 2009 (IBGE, 2010). Os indicadores apresentados são muito importantes na medida em que expressam a exclusão de grande número de brasileiros do acesso à educação e da permanência na escola, assim como de outros direitos. A relação entre educação e participação no desenvolvimento social torna inadiável o enfrentamento dos problemas.
Diante deste quadro, como chegar à universalização do ensino médio?
Os índices citados configuram que o país ainda apresenta uma educação secundária excludente. A falta de conexão ou relação entre o ensino básico e a vida social e profissional faz com que o aluno abandone a escola para se dedicar ao trabalho. A isto estão relacionados em sua grande maioria os altos índices de evasão e os baixos índices de matrícula no EM, seja na zona urbana ou rural. Agravando esses fatores temos a defasagem de idade e as deficiências apresentadas pelo ensino noturno. Assim, a universalização do EM passa por questões muito mais abrangentes, que ultrapassam os limites físicos das escolas.
ResponderExcluirA escola secundaria deixará de ser excludente quando o currículo escolar do aluno for fundamental para o exercício da profissão, quando seu desempenho escolar fizer a diferença na sua vida social, profissional e também no ingresso na vida acadêmica. Quando as cotas para as universidades públicas forem para alunos da rede privada e não para os alunos de escolas públicas. Quando deixarem de mascarar os dados e resultados, quando o objetivo REAL das práticas escolares for destinado a “formação” e não a “aprovação em massa”... Quando passarmos a estabelecer a educação como prioridade e tratada com seriedade. Antes disso nenhuma ferramenta ou método atenderá as necessidades reais de nossa sociedade.
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ResponderExcluirA educação não esta tendo o devido valor, pois, ela ainda tem falhas em seu processo de agregar alunos vemos nos dados acima que ela ainda se manifesta com um certo desiquilíbrio, o certo é revermos esta dinâmica pois conseguirmos fazer o processo de educação ser um elemento de inclusão conseguiremos fazer o real processo de cidadania, que é poder capacitar cada aluno a ter autonomia e com ela poder ser uma ferramenta de construção social, usando a educação como uma arma libertadora na qual deve ser empregada além dos portões da escola.
ResponderExcluirMarcos Nós