sábado, 6 de setembro de 2014

REFLEXÃO E AÇÃO - CADERNO III - TÓPICO 2

Reconhecemos a complexidade das propostas das atuais Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio. Por essa razão, propomos que se reserve um tempo para a leitura e aprofundamento:

1) Ler e analisar: as Diretrizes Curriculares Nacionais do Ensino Médio(DCNEM) (Parecer CNE/CEB 05/2011 e Resolução CNE/CEB nº 02/2012) 

2) Organize uma roda de conversa com os professores sobre as DCNEM, na sua Hora Atividade Concentrada, e anote:
·        Quais as proposições que mais geraram debate? 
·        A que você atribui que tenham sido essas as questões mais polêmicas?
·        Qual tema da Diretriz do Ensino Médio (Resolução 02/2012) que vocês consideram mais polêmico.


3)Anotar todas as opiniões e postar aqui em forma de texto, com os nomes dos que participaram da discussão.

Esta tarefa poderá ser feita em grupo.

7 comentários:

  1. Atividade 2 do caderno 3
    Abandono da escola devido à necessidade do trabalho alegando falta de tempo.
    Quando tínhamos a leitura ótica, a evasão era menor porque o aluno levava falta no dia e não por aula. Não havia tantas faltas nas sextas-feiras, portanto, o comprometimento era maior. Foi um retrocesso em nosso sistema. Da forma atual, permite que o aluno tenha mais liberdade para assistir a disciplina que lhe convém não compreendendo a importância da sua participação em todas as aulas.
    Especificamente, o ensino noturno é frequentado por trabalhadores e o fato de precisarem ganhar o seu sustento, dificulta seu aprendizado devido ao seu estado físico. O limite de horário deveria ser até às 22:30h após esse horário percebe-se que não há condições de aprendizagem, há cansaço físico, mental.
    É sabido que uma formação integral traz além do conhecimento científico, uma reflexão crítica sobre os padrões sociais, culturais através do tempo transformando sua forma de agir e conduzindo ao progresso. Quem percebe a necessidade do conhecimento terá maior facilidade em atingir seus objetivos.
    Como trabalhar a formação integral conciliando o conhecimento científico com uma reflexão crítica?
    Você só tem contato com o conhecimento científico quando você participa, quando você coloca em prática o que aprendeu na teoria, mas com o nosso currículo segmentado não temos como conciliar teoria e prática ao mesmo tempo.
    Quanto à formação integral, trabalhar com projetos semestrais que levem o aluno à pesquisa, autoconhecimento e integração, como: família, trabalho, sustentabilidade, economia política, religião, etc.

    Com relação à tecnologia, sabe-se que está presente em nosso dia-a-dia. Como vamos trazê-la à sala de aula se a internet não chega até lá? Como vamos trabalhar com a televisão se não há controles suficientes para todas as salas, ou porque estão estragados, ou porque não tem pilha. Se um professor passa um filme ou uma música e deixa no volume alto, a sala ao lado ou a de cima ou a debaixo não consegue fluir com seu conteúdo devido ao barulho. Como vamos usar as tecnologias se não temos salas apropriadas para utilizá-las?
    Falta uma sala específica de multimídias. A nossa lousa digital, até hoje não chegou na escola. Fizemos cursos para trabalhar com a mesma, mas como não se tem este recurso na escola, o conhecimento acaba ficando desatualizado.
    Questão que gerou debate: horário noturno.
    Atribuição da questão polêmica: a não aceitação da diminuição do período das aulas.
    Carlos, Elisabeth, Ernani, Sueli, Vinícios

    ResponderExcluir
  2. A resolução de 2012 permaneceu a mesma de 1998, não ocorreram grandes mudanças, aliás, desde os anos 90, os fundamentos pedagógicos e metodológicos que regem as propostas na Educação continuam os mesmos, ou seja, muita teoria e pouca prática.

    Na resolução consta que o estudante deve ter formação integral o que não é a realidade que temos.
    Não temos estrutura para pesquisa científica e social, projetos que envolvem a conscientização em relação à sustentabilidade.
    Tentamos agregar as idéias aos conteúdos trabalhados, porém, de forma superficial.
    Em relação à tecnologia, ciência e cultura, em nossos currículos, já trabalhamos, mas, de forma conteudista, com pouca prática.
    Observamos que a teoria fica além da realidade, a lei propõe uma escola verdadeiramente com uma instância direcionada para qualidade da educação, deve ter como objetivo tal propósito buscando a maior inserção possível dos alunos, mas compreendendo que o projeto educativo voltado à emancipação social precisa ser construída no processo pedagógico de reorganização de um projeto de escola, iniciado em um embate coletivo que tem como finalidade de construção da educação pautada na transformação social.
    Jair, Rosiane, Angelica, Carlos e Sandra

    ResponderExcluir
  3. Atividade 2 do caderno 3
    Percebemos um mudança quase mínima nas propostas da resolução de 2012.
    Nos pareceu que aqueles que estão envolvidos com a organização das melhoras
    na educação, não entendem muito de educação.
    Propostas que não apresentam um avanço perceptível em relação a uma melhora
    verdadeira no ambiente educacional . Nos parece sim,que toda a política de educação passa pelos interesses da política do momento. Infelizmente nunca para a política "do momento", a educação é uma prioridade verdadeira!
    Quando existem políticas no papel,que "buscam"priorizar uma educação de qualidade,ela deve sair do papel e se tornar uma política real,palpável,verdadeira!
    Quanto a tecnologia?! O uso adequado da mesma, em escolas sem estrutura,chega a ser uma piada de mau gosto! espaços inadequados e superlotados,equipamentos sucateados e ultrapassados,sem contar a falta de preparo e de funcionários para apoiar certas atividades.
    Precisamos,segundo nossa reflexão,de uma reorganização mais profunda e séria
    e não apenas de uma"maquiagem"nos problemas com siglas,novos departamentos e diretrizes ultrapassadas.
    E finalizando.Precisamos de toda a sociedade,desde seu núcleo mais importante, a família,para organizar uma educação séria e de real valor,uma educação que faça diferença para o futuro de nossa sociedade!
    Luís peres, Marcos Nós,Vlademir e Nilza

    ResponderExcluir
  4. De acordo com o relato discutido em grupo, ressaltamos o problema do ensino noturno, a evasão dos alunos do noturno que alegam falta de tempo, pois a grande maioria trabalha durante o dia e muitas vezes saem do trabalho e vão direto para a escola com dificuldade de conciliar os horários. O desinteresse pela escola como agente modificador, passando esta somente ser um fornecedor de comprovante de matricula.
    Quanto ao trabalho, ciência, tecnologia e cultura diante da perspectiva de um ensino médio de qualidade que vise um ensino sustentado na e pela finalidade de uma formação humana integral discutimos que a fragmentação do conteúdo atual, a limitação de espaço físico, a falta de projetos que interliguem as disciplinas na prática também não favorece a formação integral dos estudantes. A pesquisa, experimentação e sustentabilidade como princípio pedagógico em algumas disciplinas também foi discutido, pois sua abordagem quando é feita, na maioria das vezes é de forma superficial.
    Os saberes a serem abordados devem ser associados ao cotidiano do aluno pois se não rompermos essas dissociações entre cultura, conhecimento, tecnologia e trabalho não conseguiremos conectar o currículo ao cotidiano dos alunos e seguiremos depositando na escola uma miríade de atividades “culturais” que mais dispersam e confundem do que promovem a aprendizagem relevante aos alunos. E nós como educadores não podemos nos isentar deste compromisso de estimular, mediar e facilitar este processo de desenvolvimento dos alunos.
    Elizete, Eleni, Kevin e Sinara

    ResponderExcluir
  5. Ao realizar a leitura dos documentos percebeu-se que o Ensino Médio, no Brasil, nesses últimos anos, vem passando por uma reformulação estrutural e curricular, que propõe adequar essa etapa de ensino, as condições sociais, econômicas e culturais, imposta pela sociedade atual, que busca promover um preparo ao jovem estudante que lhe de condições pra o exercício da cidadania, como também um preparo para o mundo do trabalho. Também, constatou-se que poucos avanços efetivos ocorreram em todo esse processo pela busca da identidade do Ensino Médio, relacionado aos problemas vivenciados em nosso contexto educacional. Ainda nos deparamos com o grande desafio, no que diz respeito, à melhoria da qualidade de ensino, na superação das desigualdades sociais, ao combate ao abandono escolar e na adequação curricular atrativa, que venha atender as reais necessidades, promovendo a formação integral dos estudantes.
    Selma

    ResponderExcluir
  6. Em discussão a polêmica gerada é há de que muito se propõe em termos de propostas de mudanças e que se formos refletir, as mudanças foram meramente legislativas. Muitas das propostas aprovadas em forma de lei, quando colocadas em prática, não têm condições de serem efetivadas por falta de estrutura da escola, de meios até mesmo financeiros de se efetivarem e por força política que muitas vezes não vem de encontro ao que se pensa para a educação, afinal, a escola deve formar um cidadão atuante, e não é isso que o estado quer.
    Para que realmente aconteça a mudança da escola, como um todo, priorizando a qualidade da educação, o governo deve investir muito mais em educação e planejar ações reais, partindo da análise da realidade do ensino médio, para junto com todo coletivo da escola, melhorar a educação. Sem dúvida este projeto SISMÉDIO é uma tentativa de análise desta realidade.
    Discutiu-se muito de que forma, como esta organizado o E.M., o aluno não consegue compreender o conteúdo como um todo, não relaciona teoria e prática, não vê integração entre os conhecimentos trabalhados, portanto desta maneira virão forma este cidadão atuante em uma sociedade.
    Segundo o documento ainda, o currículo deve promover a educação tecnológica básica, compreensão das ciências, letras e artes e ainda a integração das disciplinas, o que ainda não conseguimos fazer, algumas tentativas já vem ocorrendo, porém isoladamente.
    Adriana, Lucyene e Ernani

    ResponderExcluir
  7. Dentre as proposições mais complexas e que geram maior debate estão à formação integral dos estudantes, pois a estrutura atual da escola não contempla essa possibilidade pois não dispões de recursos curriculares e pedagógicos para tal. Outro aspecto controverso diz respeito a “fomentar alternativas de diversificação e flexibilização, pelas unidades escolares, de formatos e componentes curriculares... estimulando a construção de itinerários formativos que atendam as características, interesses e necessidades dos estudantes e as demandas do meio social, privilegiando propostas com opções pelos estudantes”. Tal proposição é fundamental para construir uma escola participativa socialmente e que contribua para a formação integral dos alunos à medida que oportuniza adaptar e elaborar um currículo pautado em atividades específicas para cada realidade.
    A maior complexidade tange o ensino noturno. É pungente a necessidade de sua reestruturação. Uma das opções para esta problemática é a instituição do ensino profissionalizante com parceria com instituições públicas e privadas, oferecendo uma profissionalização formativa e de qualidade para que este momento educativo seja valorizado pelos estudantes.

    ResponderExcluir