quinta-feira, 25 de junho de 2015

ETAPA 2 CADERNO 2 - REFLEXÃO E AÇÃO 3



Querido(a) Cursista, 

Nessa atividade você deverá refletir acerca das mudanças que envolvem os processos de seleção de conteúdos e conhecimentos, e elaboração de ações curriculares. Para isso você pode consultar e comparar livros didáticos distintos, Legislação Educacional de diferentes instâncias (Municipal, Estadual, Federal), entrevistar e conversar com professores mais experientes, dentre outras possibilidades, com o objetivo de identificar mudanças e permanências nos conteúdos ensinados.


Registre em um texto suas principais conclusões. (poste no blog)Com base nestas reflexões, e levando em conta os exercícios feitos ao final das Unidades 1 e 2, planeje uma ação curricular que considere a realidade específica de seus estudantes em uma abordagem interdisciplinar entre diferentes componentes curriculares. Entenda-se por “ação curricular” uma sequência didática, uma unidade programática, um trabalho de campo, um projeto de ensino etc. Este planejamento deverá ser registrado e entregue via email.

5 comentários:

  1. Percebemos que as atividades e a forma de serem transmitidos os conteúdos não variam de livro para livro, de escola para escola, de professor para professor. Temos professores que lecionam em outras escolas, estaduais ou não, do ensino básico ou não e o conteúdo é o mesmo. O que diferencia é a atitude do aluno, os que querem um futuro melhor, se interessam, interagem nas aulas, discutem, problematizam uma situação. Os que ainda não despertaram para o futuro ficam somente na inércia, não se preocupam com nada, procuram apenas viver o momento. Também, e principalmente, há despreocupação na matriz curricular que não prioriza disciplinas eliminatórias. Vemos uma completa desvalorização com relação à nossa Língua mãe. Há, em outros estabelecimentos, aulas específicas para gramática, redação e literatura. Nas estaduais essa valorização é deixada a desejar e, inclusive diminuída a carga horária. Como fazer comparações entre alunos que têm maiores chances de interpretação com alunos que lhes foi tirada esse chance? Só falar, reclamar que aluno não sabe ler, interpretar, procurar, não fará com que ele aprenda. Sem mencionar que o prejudicará em todas as disciplinas porque é comum termos questionamentos e reclamações dos docentes, de todas as disciplinas, que os alunos não sabem escrever, ler, procurar um conteúdo, resumi-lo, fazer questionamentos, se posicionarem ou quaisquer outros itens. Também nos questionamos o porquê das escolas particulares terem o momento de recuperação, que é feita somente com quem não atingiu a nota esperada, e os demais serem dispensados; terem o começo e o término de suas atividades escolares diferente das escolas públicas; terem maior carga horária nas disciplinas básicas; aprenderem melhor. Não podemos nos ater somente à responsabilidade da mensalidade (porque estão pagando têm maior interesse). Temos alunos com potencial. A eles não é dada a oportunidade, somente isso.
    Carlos, Eleni, Elisabeth, Elizete, Ernane, Suili

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  2. A evolução da ciência, das tecnologias, do processo de globalização, acontecem rapidamente no contexto atual, de forma que seria impossível que elas não interferissem nas práticas curriculares das instituições escolares. Os estudantes têm muito acesso a informação e o professor é quem seleciona, organiza e apresenta o conteúdo ao aluno, de acordo com um plano que atenda interesses e necessidades de sua classe buscando atender a diversidade e inserindo em seu planejamento os desafios educacionais contemporâneos que a legislação estabelece. A escola pública tem autonomia para realizar a escolha do livro didático é tarefa de professores e equipe pedagógica analisar as resenhas contidas no guia para escolher adequadamente os livros a serem utilizados, que deve ser adequado ao projeto político-pedagógico da escola; ao aluno e professor; e à realidade sociocultural das instituições.
    Diante disso o professor poderá utilizar diferentes fontes e subsídios para o planejamento de suas aulas, podendo manter o que foi bom e positivo, melhorando o que não foi totalmente satisfatório concebendo novas maneiras de tratar o currículo da sua disciplina com vistas a torná-la mais agradável, acessível e interessante para seus alunos. Muitas vezes os professores se frustram pelo desinteresse por parte de alguns estudantes que não estão dispostos a buscar e ampliar o conhecimento por mais que o professor utilize diversas estratégias.
    Discutindo com o grupo neste contexto não poderíamos deixar de refletir sobre o trabalho do professor autor e neste sentido nos remetemos a produção do livros didáticos em 2005, elaborado pelos professores do Ensino Médio, estimulados ao exercício da escrita a partir de suas práticas pedagógicas apresentando interessantes reflexões sobre o conteúdo de suas disciplinas, lidos e enriquecidos por um trabalho de acompanhamento e de crítica.
    Esse momento foi muito rico para que os docentes pudessem pensar, preparar e aplicar os conteúdos e serem protagonistas desse processo. Os livros, finalizados, além de distribuídos gratuitamente a todos os alunos de Ensino Médio da rede pública, foi disponibilizado integralmente na Internet, fato importante aos participantes desse trabalho e para a qualidade da educação pública. No entanto, o resultado dessa produção foi satisfatório, porém haviam questões a serem aperfeiçoados, mas infelizmente não houve continuidade deste projeto.
    Adriana. Lucyene, Kevin e Vinicius.

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Verifica-se que os conteúdos presentes na grade curricular das disciplinas mantêm-se os mesmos durante muitas décadas. Os materiais didáticos, apesar de cada vez mais diversos adaptam-se aos conteúdos presentes no currículo escolar. E o que se observa são algumas formas superficialmente diferenciadas de se apresentar os mesmo temas. Ao longo de todo esse período muitas transformações ocorreram na sociedade, os conhecimentos científicos se modernizaram e avançaram surpreendentemente. A tecnologia alcançou um patamar irreversível na qual a sociedade se tornou influenciada e dependente. O acesso à informação ampliou-se significativamente entre todas as camadas sociais, idades, localidades e em diferentes veículos de circulação. Contudo, a física quântica, a óptica, a engenharia genética e outras áreas na qual a tecnologia tem promovido verdadeira revolução, como a medicina, meio ambiente e astronomia são apresentadas na maioria dos materiais didáticos como meros apêndices ou textos complementares que são geralmente suprimidos pela “necessidade” de cumprimento dos conteúdos tradicionais presentes no currículo das disciplinas.
    Muitos destes conteúdos têm sua relevância para a compreensão histórica para o processo de formação do conhecimento científico e das áreas afins específicas, mas são esvaziados de significados para a vida prática dos estudantes ou como meios de compreensão ou interação com ambiente a sua volta.
    Deste modo, considera-se aqui, a urgente necessidade de revisão dos conteúdos programáticos das diferentes áreas do conhecimento. Para tanto, esta revisão precisa estar acompanhada de uma análise consistente e uma seleção destes conteúdos para que os temas contemporâneos passem a adquirir a importância pedagógica tal quanto os temas clássicos conquistaram durante todos esses anos. Neste aspecto, a quantidade precisa dar espaço à qualidade, possibilitando que esses conteúdos sejam explorados em seus aspectos interdisciplinares, contemplando a compreensão da complexidade que os envolvem. Outro aspecto a ser levado em conta na escolha dos conteúdos é a particularidade das escolas, os aspectos locais e regionais, priorizando a autonomia das instituições para atender às necessidades da comunidade local.
    Os documentos oficiais apresentam alguns aspectos descritos e delegam às instituições de ensino certa liberdade na elaboração curricular, contudo são insuficientes para promover a necessária renovação curricular, que, na verdade precisa se estender a todos os níveis de ensino e a todo território nacional para que se tenha o efeito desejado. Questões burocráticas e estruturais também representam grande empecilho para que tais ações sejam efetivadas.

    Grupo: Ionara, Sinara, Angélica e Jair.

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  5. Luís,Marcos,Wlademir,André ,Sandra ,Selma,Rosiane,Nilza.
    Basicamente as disciplinas já são trabalhadas de forma interdisciplinar,pois assuntos de uma área,podem ser discutidos em outra de forma superficial, cabendo aos professores apontarem aos alunos essa relação entre os assuntos.
    Quanto aos livros didáticos disponíveis, carecemos aí de uma avaliação técnica e não política ,quanto ao valor dos assuntos abordados que, muitas vezes deixam a desejar,obrigando o professor ao escolher um livro,fazê-lo mais pela busca do menos ruim do que pelo de mais qualidade em termos de assuntos elencados para o desenvolvimento dos trabalhos.
    Uma renovação curricular não pode ser feita de forma fragmentada, mas com uma discussão séria que envolva toda a sociedade a nível nacional.

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