E se todos os professores e professoras se
perguntassem sobre o que os jovens e as jovens estudantes pensam e sentem sobre
a escola de Ensino Médio?
Seria possível surgirem desta abertura à
escuta e ao diálogo alternativas para a superação dos crônicos problemas de
relacionamentos e realização da vida escolar que afetam o cotidiano de muitas
escolas?
O diálogo é a base de toda a relação humana! Problemas surgem e se acumulam na falta de soluções em tempo adequado. Quando o acumulo é grande e as soluções parecem não existir, é que faz-se necessário o diálogo . O diálogo sana dúvidas, expressa opiniões aproxima idéias.
ResponderExcluirA perspectiva de cada um em relação aos problemas é diferente e, essa diferença muitas vezes é o fator de discordância sendo que não precisaria ser assim! Uma conversa bem orientada em um momento adequado são preciosos quando se busca ouvir o próximo e somar as idéias em busca de soluções aos problemas que afligem a toda a comunidade escolar. Devemos, no caso de nossa escola, abrir um diálogo mais profundo com os alunos dentro de uma instituição que dá os primeiros passos em nosso ambiente escolar: O Grêmio Estudantil. Valoriza o aluno, valoriza a agremiação e principalmente,valoriza a cidadania!
Luís Gustavo Peres
Claramente investigar , conhecer a realidade e expectativa dos alunos poderá ajudar a desenvolver práticas e atividades mais atrativas, adaptando as necessidades das propostas curriculares, projeto político pedagógico e plano de trabalho docente para atender as expectativas da educação com qualidade.
ResponderExcluirSinara Martineli
Com certeza, seria um ponto positivo. Se os alunos pudessem ser ouvidos se sentiriam valorizados pela escola de forma diferenciada, assim poderíamos incluir uma realidade próxima ao cotidiano, da comunidade local, espaço esse que o aluno se insere. Lembrando que a escola, apesar de fazer isso, não deixe de ser o instituto mediador, de poder maior, não pode perder o foco e seu papel para que não se perca a função e o adjetivo.
ResponderExcluirAngélica
A música e as atividades alternativas como grafitagem, Rap são atividades de cunho atual e que estão em alta na realidade dos alunos. Quem sabe essa seria uma alternativa de atrair os alunos, paralelo a isso trabalhar aquilo que, através de uma seleção de conteúdos, vale realmente como construção e faz a diferença na vida dos alunos. O professor ter essa autonomia, trabalhar com o aluno aquilo que realmente é necessário, tornando produtivo para ele próprio e a comunidade que se insere.
ResponderExcluirJair
Vejo que nunca na história da educação brasileira, a escola esteve tão aberta ao diálogo. Nos últimos anos vários mecanismos foram criados justamente para fazer valer os direitos da criança e do adolescente, o melhor exemplo disto é o Estatuto da criança e do adolescente. Talvez estejamos passando por uma crise, sócio cultural, que afeta diretamente o cotidiano escolar. Definitivamente não é a falta de diálogo a causa dos nossos problemas. Pois ouvir o que o estudante tem a dizer já é uma prática pedagógica. A ação dos professores em relação aos alunos sempre se dá a partir da compreensão dos problemas apresentados ou percebidos no dia a dia de sala de aula. Ernani
ResponderExcluirPercebe-se que muitos de nossos alunos são trabalhadores e que vêm à escola extremamente cansados, não têm a concentração necessária para assimilar conteúdos. O horário é um ponto que precisaria ser revisto. Comprovadamente a atenção é de trinta minutos. O aluno cansado, sem interesse, desmotivado por “n” motivos não consegue assimilar nada. Acredito que se fosse diminuído o horário e, nas sextas feiras - que é o problema pelo não comparecimento - as aulas fossem menores, não haveria tanta desistência, evasão, faltas. Estaremos vendo, sim, o lado do aluno. As aulas seriam de mais qualidade porque mexe com o psicológico e acreditariam que sendo menor o tempo precisariam se concentrar mais. Também há o desinteresse de alguns porque veem seus colegas que não frequentaram as aulas ou que não fizeram as avaliações, serem contemplados em passar de série da mesma forma que ele, que frequentou, se esforçou, “ perdeu” noites na escola.
ResponderExcluirFica difícil para o profissional ter que lutar com a cobrança de um sistema que só exige dele, que aceita tudo e apoia o aluno, estando certo ou errado. Não adianta as aulas serem atrativas se não há a vontade, se é sabido que haverá aprovação, que não se pode tomar atitudes mais severas contra determinadas ações incorretas por parte dos alunos. Percebe-se que aconteça o que acontecer, a culpa sempre recairá sobre o professor.
Beth
Acredito que o diálogo leva a resolução de muitos problemas existentes, saber o que o outro realmente imagina e espera do ensino médio é um grande passo para uma mudança considerável na resolução de tais problemas crônicos, porque nós professores temos nosso conceito do ensino médio e quanto aos alunos pensam e agem com conceitos diferentes dos nossos. Observamos diariamente o desinteresse, a falta de vontade e de valorização do ensino médio, claro que não encontraríamos a porção mágica para a mudança, mas com certeza daríamos um grande passo para que esta abertura significasse para o jovem que ele é parte integrante de todo o processo, e se pensamos em mudanças devemos envolvê-los também porque não são somente as formas de ensinar que estão caóticas, mas também a forma de aprender, de valorizar o que se é transmitido e o que pode e deve ser assimilado por eles. Este diálogo é importante sim e deve ser analisado e implantado para que juntos possamos superar estes problemas crônicos.
ResponderExcluirSueli Tarachuka Gonzato.
Com certeza os alunos pensam que a escola nunca muda. Há abertura maior ao diálogo porém muitos professores ouvem os anseios porém na prática nada muda, usam as mesmas metodologias que não chamam a atenção dos alunos, as aulas não são motivadoras.
ResponderExcluirAs mudanças porém , já vem acontecendo, pois por outro lado verificamos que muitos professores tem outra postura , são abertos ao diálogo, usam metodologias motivadoras e estão conseguindo com isso, uma maior participação e maior rendimento dos alunos. Os alunos se sentindo respeitados,tornam o trabalho do professor mais fácil. Lucyene
Farei um relato que ouvi de uma professora de Ensino médio de nossa escola que disse-me o seguinte: ”Gosto muito de preparar materiais em minha hora-atividade e assim enriquecer minhas aulas para que se tornem mais prazerosas e facilite o aprendizado dos estudantes, porém, em uma destas minhas aulas percebi na prática que em um turno que apliquei consegui obter um resultado bem satisfatório e em outro turno percebi que não poderia utilizar esta atividade como ferramenta de avaliação e ao analisar a turma e conversar com estes, percebi que eles não tinham os pré requisitos para acompanhar e desenvolver esta atividade, então mudei minha metodologia para que eles pudessem aprender e depois realizar esta atividade”. E este relato mostrou-me o comprometimento desta professora na escuta e percepção das turmas que trabalha e a otimização de suas horas atividades em beneficio da educação de qualidade e as dificuldades enfrentadas por ela, já que esta poderia simplesmente dizer:” Esses não sabem nada, não tem jeito.” e pude relacionar esta fala ao texto do caderno II, na página 20 que diz o seguinte: Os jovens estudantes do Ensino médio nos trazem cotidianamente desafios para o aprimoramento do nosso ofício de educar. Entre estes desafios, encontra-se a difícil tarefa de compreensão dos sentidos os quais os jovens elaboram no agir coletivo, em seus grupos de estilos e identidades culturais e territoriais que, em grande medida, nos são apenas “estranhos” e diferem de muitas de nossas concepções (adultas) de educação (escolar ou não), de autoridade, de respeito de sociabilidade ”adequada” e produção de valores e conhecimentos. Penso que este relato de escuta demonstra uma possibilidade que possa contribuir para melhoria dos problemas de relacionamento que afetam o cotidiano escolar.
ResponderExcluirAdriana
Sem dúvidas, o diálogo é a base, é a partir do diálogo que convivemos, relacionamos, interpretamos, brincamos e ensinamos todos os dias, uma vez que, a educação brasileira sempre está aberta ao diálogo, em nossa escola não é diferente. Saber ouvir o que o estudante gostam, valorizar as idéias que permeia em sua comunidade , é uma prática que estamos sempre dando ênfase ao ensino. Assim, O educando, vai sentir-se aconchegado como se estive em sua própria casa, na interação com os colegas de classe, professores e a comunidade onde vive. Dessa forma, o espaço escolar, sendo a grande perspectiva de crescimento e transformação social econômico político e cultural, cumpre de modo veemente todos os requisitos que a educação brasileira atual vem alertando aos educadores para melhorar o ensino ainda mais.
ResponderExcluirElizete
A prática educativa deve permitir o diálogo, não apenas o formal, aquele pronto, deve ser possibilitado também a troca de experiências vividas. Sabemos que silenciar intencionalmente as vozes dos alunos num primeiro momento pode trazer algum beneficio , mais ao longo dos dias acabamos distanciando e afastando o professor do seu aluno. Na realidade o papel mais significante do professor é ser o “MEDIADOR” dos pensamentos, das descobertas, das práticas vivenciadas dentro da sala de aula. Se realmente acreditarmos que a escola é um espaço científico e de boa convivência, quem sabe encontraremos o caminho para melhoria no cotidiano da escola e conseqüentemente estaremos cumprindo nosso papel enquanto educadores. Rosiane/ Nilza
ResponderExcluirO diálogo é fundamental para a manutenção de uma relação saudável e equilibrada em qualquer meio que estejamos inseridos.
ResponderExcluirNa escola não pode ser diferente, o diálogo deve ser priorizado no processo educativo, mediado pelo professor, pois através do diálogo as relações dos jovens com a escola se efetivam.
Vlademir
O diálogo sempre foi e continua sendo o meio mais prático e eficaz para a mudança e superação dos crônicos problemas de relacionamento. Porém, para que haja diálogo é necessário respeito mútuo e comprometimento. O desrespeito é um dos maiores problemas encontrados dentro do colégio. A falta de objetivos e planejamento na vida leva muitos jovens a utilizar a sala de aula apenas como um ambiente de encontro com os colegas e sem comprometimento com a educação e com a preparação para a formação pessoal e profissional.
ResponderExcluirPrecisamos trabalhar no Ensino Médio o resgate de valores pessoais, familiares e sociais. Proponho a criação de espaço mensal para trabalhar estes valores. Ex: 05/10 será do dia da Gentileza. Neste dia, todo colégio trabalha o mesmo tema, mediante uma preparação prévia para que todos estejam mobilizados em prol da gentileza.
Carlos Gonçalves
Percebemos que atualmente no cotidiano escolar, existe uma liberdade de expressão, de pensamento e espaços para o diálogo, tanto entre alunos como entre alunos e professores. Porém muitas vezes, em sala de aula a preocupação com o ensinar e o aprender é maior, que perdemos a oportunidade dessa interação, ou seja, de nos aproximarmos da realidade dos estudantes ganhando espaço e importância em suas vidas, fundamental no desenvolvimento do senso crítico e da autonomia. Selma
ResponderExcluirConversei com meus alunos e a maioria disse:
ResponderExcluir"Que não vê o menor sentido no que aprende nas aulas. Ele se sente conectado com a vida, mas desconectado com a escola".
Não ver utilidade em boa parte das disciplinas estudadas não é o único motivo que leva os alunos a abandonar os estudos. Eles se queixaram também do clima de insegurança, da zoeira - termo que significa excesso de bagunça e bullying dos colegas - em sala de aula e da falta de tato de alguns professores de lidar com essas situações, como fatores determinantes para não terem interesse escolar.
Acredito que o diálogo é a arma mais importante que temos para se criar uma boa relação. É através do diálogo que motivamos o respeito e a afetividade que nossos alunos precisam receber e tanto precisam dar a si mesmos e aos outros.
Sandra Gerusa Garcia Xavier Caetano
É necessário aproximar-se dos/as jovens sem “interesse” de modificá-los/as. Encontrá-los/as e deixá-los/as falar. Deixar eles serem eles/as mesmo/a.• 1ª etapa – conhecer• Nesse momento se faz necessário conhecer a realidade do/a jovem em questão, seus anseios, culturas, medos, expressões, etc• 2ª etapa – construção• O objetivo dessa etapa é construir uma forma de abordagem específica ao grupo ao qual se aproximou, observando as suas características. (ex: grafitagem, teatro, folclore, etc).
ResponderExcluirA partir destas características, desenvolver a ‘’forma de fazer’’, delegando funções a serem executadas pelos alunos, para que desenvolva responsabilidade e maior interesse pelo objetivo final, assim tornando o professor um mediador, aluno - professor. André Gustavo.
Os sentimentos dos alunos seriam os mais variados, pois o primeiro ano estaria orgulhoso, o segundo ano desencantado e o terceiro ano cansado, pois já estão inseridos no meio empregatício, e na verdade todos preferem a sociabilidade, as aulas descontraias. Apesar de existir outros lugares para contato social entre os jovens o Ensino Médio é uma instituição de trocas sociais. Para superar os problemas desvalorização, abandono e massificação são necessários superar-los com um desafio de aproximar-se dos alunos de forma individual e com compromisso com a comunidade, no sentido de se apropriar desse mundo moderno, talvez construir um novo modelo escolar, que não seja apenas assistencialista ou passiva, mas modificar politicamente, pedagogicamente, culturalmente, economicamente um ambiente integrador
ResponderExcluirConversando com os alunos percebi que apesar dos problemas da escola( materiais, espaço físico, número de alunos em sala) ou dos professores( atualização, utilização de mídias eletrônicas) o principal problema na visão dos alunos é eles estarem interessados e conscientes da importância do ensino médio em suas vidas futuras. Vinicius Martins
ResponderExcluirA participação dos estudantes no cotidiano escolar é imprescindível. Dar voz aos alunos é prepará-los para o exercício diário da vida que nos desafia a todo instante a nos posicionarmos, liderarmos e revindicarmos. Atividades, projetos, quando iniciativas dos alunos têm chances muito maiores de darem certo, de alcançarem os objetivos. É comum nos surpreendermos com suas análises dos problemas da escola e de sugestões para melhoria e, mesmo quando são ingenuas ou desinformadas as participações, são úteis para trabalharmos e aprimorarmos. Esse amadurecimento participativo e argumentativo nos permite avaliarmos a atuação da escola na vida do aluno.
ResponderExcluirO diálogo é fundamental para a manutenção de uma relação saudável e equilibrada em qualquer meio que estejamos inseridos.
ResponderExcluirNa escola não pode ser diferente, o diálogo deve ser priorizado no processo educativo, mediado pelo professor, pois através do diálogo as relações dos jovens com a escola se efetivam.
Marcos Nos