Iniciamos
nosso diálogo falando do “jogo de culpados” na escola. Como “virar este jogo” e
construir novos relacionamentos entre professores e seus jovens
estudantes?
Em sua percepção, faz sentido esta afirmação de que professores e jovens se culpam mutuamente e os dois lados parecem não saber muito bem para que serve a escola nos dias de hoje?
A realidade é que, infelizmente as leis equivocadas que se acumularam
ResponderExcluirde governo para governo desde o final dos anos 80, acabaram por contri-
buir para uma verdadeira incerteza quanto a obrigações e deveres e aos
direitos de professores e alunos.
É preciso que existam investimentos sérios dos governos,valorizando trabalhadores na educação e alunos. Se hoje não sabemos mais para que
lado direcionar o barco é por culpa de políticas falhas ou inexistentes.
Atualmente nos deparamos com um grande desafio em nossas escolas, relacionado aos jovens estudantes. Convivemos com uma diversidade enorme de problemas enfrentados diariamente no nosso cotidiano escolar. Todos nós, fazemos parte desse processo, portanto, não há um só culpado, mas sim, todos são levados a esse desafio.... “A busca da compreensão a respeito do que significa ser jovem estudante em nossos dias.”
ExcluirA aproximação seria o primeiro passo para construir novos relacionamentos, através do conhecimento da problemática da juventude, ou seja, conhecer a realidade, os interesses, necessidades e anseios da realidade juvenil.
Outro grande desafio é dar um novo sentido para a escola, devemos refletir nos fazeres, nos saberes e nas práticas cotidianas, para que se efetive de fato a aprendizagem significativa. O professor, mediador e responsável pelo processo ensino aprendizagem deve adotar uma postura investigativa, não somente com seus conteúdos, mais sim com as condições e identidades juvenil dos estudantes.
Selma Bandeira
O jogo de culpados na verdade se arrasta por muitos anos, motivado pela necessidade de mascarar as reais causas do fracasso educacional brasileiro, ocultando os interesses políticos de negligenciar a educação pública. Enquanto os alunos e de modo geral, a comunidade culpam os professores e os professores no desespero de dividir a responsabilidade culpam os alunos e a desestruturação familiar, o estado por sua vez, omite-se de suas obrigações de desenvolver políticas sociais e educacionais efetivas. Diante dessa cortina de fumaça o estado promove uma gama de medidas superficiais e paliativas como programas de capacitação do professor que não dão conta de sanar as necessidades da prática docente, mas que promovem uma aparente preocupação em qualificar os profissionais, reforçando ainda mais a que a falha encontra-se no professor.
ResponderExcluirDa mesma forma que professores e alunos tornam-se reféns de um sistema educacional obsoleto, tornam-se proporcionalmente responsáveis por reivindicar e lutar pelas mudanças necessárias. Falta sim, maior comprometimento de ambas as partes em todo processo.
Percebe-se a falta de respeito, em primeiro lugar, por si mesmo. Não há interesse em aprender e, muito menos, em apreender o conteúdo. A atenção gira em torno de tecnologias ou conversas sobre quaisquer assuntos, menos o de escola. Eles estão mais centrados em, como eles mesmos afirmam, “curtir”. Sabe-se que conforme há evolução, os interesses juvenis mudam, mas quando entram no mercado de trabalho, esse conhecimento faz a diferença. Somente aí percebem o que perderam.
ResponderExcluirA juventude é vista como problema. A falta de participação dos pais na educação que, por precisarem trabalhar, fazem a lei da compensação, deixando o jovem fazer o que quer, e, muitas vezes, perdendo total controle de suas atitudes. Percebe-se que nas famílias com melhor poder aquisitivo, o adolescente tem bem elaborada a visão de mundo, já entra para a escola com a noção do que quer para seu futuro; para os menos favorecidos, essa tarefa é deixada para a escola. Muitos de nossos alunos são colegas desde que ingressaram na fase escolar, portanto o comportamento em sala de aula é como se estivessem em sua própria casa. Não se importam com aula, com conhecimento; para eles, o que interessa, o mais importante, é o bate papo. O professor passa a ser um mero coadjuvante nesse processo. Se ele se impõe, é taxado de exigente, monstro, troglodita; se é mais liberal, a turma passa a dominá-lo e acaba perdendo o respeito. A cobrança, que antes era dos filhos, agora passou a ser dos professores. Eles são questionados a respeito das notas, o porquê de tal aluno estar abaixo da média; é questionado seu método de trabalho e é deixado de ser questionado quem realmente deveria sê-lo: o aluno.
Elisabeth Celi Kulaitis
No "jogo de culpados", muitos julgam-se inocentes,mas na realidade, estes são os verdadeiros culpados. Enquanto o governo, adota medidas paliativas para melhorar o ensino nas escolas por meio do professor, os alunos são beneficiados com programas sociais para empurrá-los á escola e fazem da mesma, a sua casa, um ambiente que poderia socializar conhecimento, na verdade, é visto apenas como ponto de encontro para explanar a sua diversão e não aprendizagem.
ResponderExcluirOs professores vivem momentos difíceis na arte de educar, pois além de tentar transmitir o conhecimento, precisam ser pai, mãe, psicólogo, médico... a sociedade atualmente se encontra desestruturada, onde transmitiu-se ao professor o papel, que além de ensinar é responsável por aplicar as boas maneiras aos discentes, como o respeito, que os estudantes já deveriam trazer de casa.
Culpar o professor por esta mudança na educação, seria o mesmo que afirmar que se inicia a frase com pronome, uma vez que, o docente prepara suas aulas, vai até a escola com o propósito de ensinar os alunos, a fim de prepará-los para o futuro. Entretanto, os maiores beneficiados (alunos) não se permitem obter a aprendizagem, são poucos que acreditam poder mudar o futuro do Brasil.
Elizete Soares da Silva
É na listagem dos culpados onde aparecem naturalmente as maiores controversas, como podemos afirmar quem são os responsáveis. Neste ponto ninguém se acha inteiramente culpado em todo o processo. Aos alunos afirmamos que uma das causas é falta de interesse, a desmotivação a indisciplina, justificando o insucesso escolar. O problema é que a grande maioria dos alunos que falham nos resultados escolares, têm um desenvolvimento normal. A instabilidade característica na adolescência, consta entre as muitas causas individuais do insucesso. Esta conduz muitas vezes o aluno a rejeitar a escola, e do estudo das matérias, e frequentemente à indisciplina. Dificuldade em compatibilizar as exigências escolares, com as mais diversas solicitações como : (Uso de celulares, saídas a qualquer horário, enfim, as regras necessárias ao bom andamento da escola). O aluno passa a encarar as atividades escolares como pouco estimulantes, trabalhosas e rotineiras. Outro problema recorrente que encontramos são os conflitos familiares, divórcios e brigas na família, fazem parte de um extenso rol de causas que podem levar a que o aluno se sinta rejeitado, e comece a desinteressar pela vida escolar, adotando um comportamento indisciplinado. Já a origem social dos alunos tem sido a causa mais usada para justificar os piores resultados, sobretudo quando são obtidos por alunos originários de famílias de baixos recursos econômicos, onde aliás se encontra a maior percentagem de insucessos escolares. Quando estes chegam á adolescência revelam-se pior preparados para enfrentarem as crises de identidade-identificação, na afirmação da sua independência. A sua instabilidade emocional torna-se mais profunda, traduzindo a ausência de modelos e valores estáveis, levando-os a deixar a escola em segundo plano.Os alunos oriundos destas famílias raramente são motivados pelos pais para prosseguirem os seus estudos; pelo contrário, ao mais pequeno insucesso, estes colocam logo a questão da saída da escola, o que explica as mais elevadas taxas de abandono por parte destes alunos e a busca pelo mercado de trabalho.
ResponderExcluirO investimento na educação deve mudar os modelos que ainda encontramos na escola publica, os métodos de ensino, recursos didáticos, técnicas de comunicação inadequadas às características da turma ou de cada aluno, fazem parte igualmente de um vasto leque de causas que podem conduzir a uma deficiente relação pedagógica e influência negativamente os resultados. A gestão da disciplina na sala de aula, é outro fator que condiciona bastante o rendimento escolar dos alunos. Mas estamos longe de poder afirmar que uma aula completamente disciplinada, seja aquela onde o insucesso escolar desapareça.
. Rosiane Pereira Cardoso
As razões para o fracasso escolar, principalmente no ensino médio podem ser como diversas causas, começando pelas próprias condições físicas e psicológicas dos alunos que se dá pela estrutura familiar que eles têm , passando pelas condições da escola que já não atende mais as necessidades deles devido aos poucos recursos tecnológicos que esta instituição apresenta e que já faz parte do cotidiano dos alunos, sejam eles de pouco ou grande poder aquisitivo.
ResponderExcluirInfelizmente, vivemos em um tempo difícil, neste precisamos nos adaptar a realidade dos alunos, concordando ou não com seu modo de vida, porém não devemos confundir com a falta de valores ou perder o conceito de certo e errado, pois muito do que presenciamos hoje na educação institucional é isso, falta de adaptação do profissional que lhes atende aliada a não saber mediar e aproveitar o que eles trazem adaptando ao que deve ser trabalhado como conteúdo programático. Com isso podemos observar as necessidades e oportunizar mudanças para que ele mesmo alcance suas necessidades. A questão é que as razões para o fracasso escolar não são poucas e não estão isoladas umas das outras. Pode ser pelo aspecto pedagógico, apropriado ou não ao aluno, pelas políticas educacionais que nem sempre tem a educação como meta principal, pela família que desestruturada não canaliza mais para escola seu devido valor, como veículo de crescimento pessoal e profissional.
A ação educação, é algo que deve ser significativa, é manter contato com a família do ‘aluno-problema’ na busca de entender o porquê do ‘não aprender’, mas é preciso também poder contar com essa família, tê-la como aliada na resolução do problema, é preciso que ela tenha a escola como parceira e não como algo contrário a sua meta educacional . É fundamental no processo aprendizagem conhecer o aluno e sua origem para escolher a melhor forma de trabalhar com ele, neste sentido, o educador propiciará excelentes oportunidades para elevar o rendimento escolar dos educando, elevando também o auto-conceito deste, tornando a aprendizagem mais agradável.
Podemos, a partir disso, compreende este fracasso, num primeiro momento, como algo vinculado também a autoestima, no processo de aprendizagem, algo que inviabiliza a capacidade de um ou mais indivíduos de aprender, de acreditar e sentir-se digno de que pode apropriar-se do conhecimento, pois de forma inconsciente, não transparecendo ou parecendo exatamente o contrário .
As principais causas do fracasso escolar, acredito que, são oriundas, em sua maior parte, dos sistemas de ensino, falta de integridade familiar que não conseguem atender às diversidades de necessidades presentes nas escolas e na família, deixando de identificar onde se localizam as inadaptações à aprendizagem, e levar o indivíduo a descobrir sua própria modalidade de aprendizagem e de vida, considerando como ponto crucial seu modo particular de se relacionar com o conhecimento, ou seja, a aprendizagem, em seu âmbito escolar e social.
Conclui-se que fracasso escolar também pode ocorrer dependendo do contexto familiar, cultural, social e político que o indivíduo possa estar inserido.
Angélica
O fracasso escolar da geração atual não tem um culpado em específico, pois é um conjunto de situações que envolvem a questão.
ResponderExcluirUm elemento fundamental é a sociedade em si que perdeu seu valor como parte fundamental de um processo de construção, como consequência disso a família desestruturada, não devido à questão de pais separados, mas a questão de valores a serem seguidos. Ficou para escola a responsabilidade de todos os âmbitos educacionais, inclusive a educação para vida, que, antigamente era função da família.
Com relação a tecnologia, a instituição escolar está aquém dos alunos, pois diante de tanto que está ao seu alcance a escola oferece, muitas vezes uma aula com quadro e giz, conteúdos passados de forma tradicional que se resume em cópia. O conteúdo precisa ser trabalhado, mas, se faz necessário o repensar dos métodos, esses muitas vezes, junto com o desinteresse dos educandos por não vincularem a escola a um veículo cultural e social para seu crescimento como membro da sociedade que ele está inserido.
Outra tópico importante é a tecnologia que proporcionou a eles toda facilidade possível, inclusive na questão do estudo e a escola se tornou algo “difícil”, algo que exige deles uma maior doação, um momento de fazer algo que o exponha diante de um problema a ser sanado de responsabilidade própria.
Jair Irala
O Desafio do Ensino Médio deve ser encarado de frente. Deve-se ultrapassar as discussões e a tentativa de dar conta de quem é o culpado, se professor ou aluno. Ambos fazem parte deste processo e vem ao longo dos tempos sendo prejudicados pelos problemas existentes.
ResponderExcluirA verdade é que a realidade dos alunos de hoje, suas necessidades,requer uma maior discussão e reflexão por parte de gestores, professores, funcionários que atendem esta etapa de ensino. É imprescindível que se trace um perfil dos jovens , seus anseios, o lugar que ocupam na sociedade para que se consiga traçar as metas para a efetivação das mudanças necessárias para melhoria da qualidade de ensino.
Diante desta realidade, o educador, deve procurar se aprofundar nesta temática, analisando seu aluno e através de formação, de estudo, se instrumentalizar para melhorar seu trabalho uma vez que é ele que vai mediar os processos no cotidiano escolar. Esta consciência dos objetivos , de qual metodologia usará para que os objetivos propostos e tendo a capacidade de avaliar suas ações pedagógicas de forma que possa contribuir significativamente para a formação de seu aluno crítico e atuante socialmente.
Por outro lado, os alunos, que são sujeitos do processo educativo,devem ter garantida a sua formação integral, também devem refletir sobre seu papel dentro deste processo. Um aluno que participa da escola, das decisões dentro da escola, através da reflexão, tem mais chance de se perceber enquanto sujeito , refletindo e iniciando um processo de mudança da realidade que se impõe , de estudantes desmotivados que freqüentam uma escola despreparada para atender suas necessidades reais.
Desafios da escola que enfrentamos para mudança: professores até então despreparados, desmotivados e desconhecedores da realidade de seus alunos, que a partir das reflexões busque conhecer a realidade de seus alunos, a diversidade destes alunos e que planeje suas atividades, levando em conta as necessidades destes ; alunos que se sintam valorizados dentro do processo, que tenham mecanismos de participação em todas as ações da escola, que não somente recebam os conteúdos prontos, mas sim que possam elaborar os conhecimentos.
Não há nenhuma mudança significativa quando se perde tempo tentando achar culpados pela atual situação do Ensino Médio.Primordial é melhorar as relações professor-aluno que interferem muito no trabalho da escola. O conhecimento de das duas faces da realidade deve ser ponto de partida para a melhoria da qualidade de ensino.
Lucyene Barbosa
O fracasso escolar é uma soma de procedimentos coletivos que provocam este problema e sempre a maior vítima é o aluno. Não acho justo intitular só para nós (professores e alunos) esse termo "jogo de culpados", quando na realidade somente somos resultados de ações mal executadas; esta culpa deve ser compartilhada com os “pensadores da educação”, com a família, com os governantes e com as universidades formadoras de professores.
ResponderExcluirOs pensadores da educação engessaram a escola, a família desestruturada terceirizou sua responsabilidade, os governantes não priorizam investimentos na educação, os alunos estão sem perspectiva de mudança, sem foco na educação, as universidades não preparam adequadamente os docentes e nós os professores estamos desmotivados pela falta de reconhecimento e ainda estamos buscando alternativas para continuar sendo professores; ser um agente que leve o aluno a pensar, aprender, tomar decisões inteligentes, ser critico, saber escolher o melhor caminho a seguir e se transformar em quase psicólogos para sensibilizar nossos alunos para a importância de estudar já que isto seria papel da família. Acredito que não existem culpados e sim coparticipantes de ações que não conseguem , dentro de cada realidade, alcançar seus próprios objetivos.
Sinara Martineli Pereira
Enfrentamos diariamente em nossas escolas problemas relacionados a juventude da atualidade. Podemos citar inúmeras situações corriqueiras e cotidianas que revelam a desvalorização do papel da escola e do professor na sociedade, como também, o quanto a escola está desvinculada das reais necessidades e expectativas dos nossos jovens alunos.
ResponderExcluirProfessores, alunos, instituição de ensino, políticas educacionais, família, enfim todos nós estamos envolvidos nesse processo e temos uma contribuição de culpa para o caos que estamos vivendo hoje.
Portanto, se faz necessário, uma mudança. Cabe a nós professores, primeiramente conhecer quem são nossos estudantes, suas expectativas, necessidades e interesses. Para isso podemos elaborar atividades promovendo a aproximação, para um conhecimento mútuo.
Devemos refletir criticamente sobre real função da escola, lembrando sempre que a função de educar cabe a família e não a escola. A escola é responsável pela aprendizagem formal, sendo que precisamos sim, rever nossas ações e condutas cotidianas, como também investir numa proposta pedagógica, que vise uma formação integral do ser humano.
Vlademir Teixeira
Vinicius Martins
ResponderExcluirA escola e os professores tem a função de ensinar os alunos vão ou deveriam ir a escola para aprender , mas com as novas tecnologias principalmente a internet o aluno tem uma falsa impressão que sabe tudo e que a escola e os professores se tornaram obsoletos. Para mudar esta realidade é preciso tornar o ambiente escolar mais atraente para a juventude
A escola, atualmente não deixa clara sua função institucional. Colocar os dois principais atores da educação como os únicos responsáveis pelo fracasso escolar é tratar a problemática de forma reducionista, mesmo porque as idéias são contraditórias quando constatamos professores desmotivados , desgastados frente a alunos entediados e sem estabelecer relações entre conhecimentos e preparo para vivências. Vejo que a questão educacional apresenta outras vertentes políticas, social e econômica que podem definir a escola como emancipadora ou dominadora, mascarando conhecimentos que não capacitam os jovens a adquirir autonomia , mas que desvalorizam a relações entre educando e educador resultado de regras que em nada levam em conta estes protagonistas da educação. Ao meu ver as mudanças necessárias para uma educação eficiente e eficaz deve partir das propostas de todos os envolvidos.
ResponderExcluirAcredito que não saber para que serve a escola não é o caso, cada um sabe muito bem para que serve, só que com este sistema educacional que temos atualmente os jovens não dão valor, porque tudo chega fácil nas suas mãos tanto da parte da família como também de toda a sociedade, pois percebo que com a nossa economia capitalista não temos leis nem investimentos que façam com que o jovem perceba o real valor da educação e acaba muitas vezes banalizando a mesma, e nós professores até tentamos mudar esta situação, mas temos leis maiores e também não temos uma classe unida, temos sim muito poder nas mão , mas na realidade não sabemos como usar este poder em nosso benefício e nos deparamos com esta situação, os representantes da nossa classe no governo são a minoria e quando aparece alguém não confiamos.
ResponderExcluirEnquanto nós professores não soubermos dar uma aula de cidadania como vamos cobrar de nossos alunos que o façam? Como vamos cobrar deles o valor pelo conhecimento, o valor pela escola se nós muitas vezes não damos este valor? E muito menos os pais parecem estar também perdidos quanto seus filhos, pois na maioria das vezes nem cobram dos filhos, porque hoje na escola pública tudo é gratuito e quando não mexe no bolso parece não ter valor, ganham livros, e no mesmo ano ele não chega até o final do ano é destruído, não tem cuidado nenhum, não pensam no outro que irá utilizar, e ele mesmo quando vai pegar um livro no próximo ano quer escolher sempre o melhor, não quer aceitar um livro todo pichado, ou rasgado. O que importa é o agora, amanhã não se sabe o que acontecerá e assim caminha a educação no nosso país, sem incentivo, sem tecnologias apropriadas, sem atualização digna para o professor, e quando tem é muito pouco, chega-se a pensar onde está parado o incentivo, para onde foi desviado porque promete-se tanto, dizem tanto e nada se faz. A Secretaria de Educação é a que mais recebe incentivos e onde estão que não chegam onde devem chegar? Até quando temos que esperar? A impressão é que o aluno deve passar, se aprendeu ou não isso não interessa, o que interessa é o que o país vai receber do Banco Mundial. E daqui alguns anos seremos o quê? Teremos que tipo de profissionais? Além de médicos teremos que importar mais o quê?
Sueli Tarachuka Gonzato
CADERNO 2 - ATIVIDADE 1
ResponderExcluirGrandes são os desafios de uma aula construtiva e prazerosa. Hoje, muitos de nós professores nos queixamos da indisciplina dos alunos. As causas variam: falta de limite dos alunos devido aos problemas de consequências familiares. Pais que passam o dia fora de casa devido ao trabalho e devido a ausência desse(s) pais para lhes dar as devidas orientações abre-se a possibilita da influência da televisão, da internet e dos amigos e das drogas.
Como não me questionar sobre o meu papel de professora? Sabendo que o que se espera é que o professor exerça de mediador entre a escola e a sociedade, levando os alunos a aprenderem a conviver entre os seus semelhantes de uma forma mais digna e consciente de seus direitos e deveres como cidadãos, além disso surgi a necessidade de também ensinar as normas básicas, que deveriam vir da família. Sem dúvida, educar não é e nunca foi uma tarefa fácil, mas, especialmente nos dias de hoje, quando a inversão de valores e a falta de referência redesenham as relações, fica muito difícil ser professor, educador e formador de cidadãos. Nos professores na maioria das vezes estamos fazendo o papel que é de responsabilidade da família
Na sala de aula ou em qualquer ambiente onde haja aprendizagem, a autoridade não pode ser confundida com autoritarismo. Estabelecer limites para os alunos não significa mostrar “quem manda”, mas prepará-los para a vida. É possível ter autoridade sem castigar ninguém. Trata-se, então, de ensinar os alunos a serem responsáveis pelo respeito e pelas regras em comum.
A indisciplina escolar tem na maioria das vezes, a sua origem dentro das famílias desestruturadas sócio-econômica e culturalmente. A perda de referências e do sentido de regras para o convívio acabam gerando um problema de difícil convivência e solução. Mas, prefiro e continuo acreditando que o diálogo éa arma mais importante que temos para se criar uma boa relação. É através do diálogo que motivamos o respeito e a afetividade que nossos alunos precisam receber e tanto precisam dar a si mesmos e aos outros.
Sandra Gerusa Garcia Xavier Caetano
Neste jogo de culpados, percebe-se que isso é fruto histórico de uma sociedade que possui políticas públicas insuficientes para garantir e assegurar que o estudante tenha como prioridade a educação e que transmita valores a toda sociedade da importância e do valor da educação e da escola. Diante disto não convém atribuir todas as mazelas aos estudantes ou somente aos docentes. Pois ambos estão envolvidos neste processo e é preciso traçar estratégias e olhares diferenciados para que a educação e o aprendizado ocorram de forma que possa contribuir para que cada professor e cada professora construam com os próprios jovens, um perfil social, cultural e afetivo. Sabe- se que diante dos fatores e valores sócio políticos que interferem em nossa sociedade tanto os jovens quanto os professores apresentam um perfil de desmotivação é preciso apostar em capacidade inovadora onde alem dos alunos aprenderem com os professores este também podem aprender com os estudantes suas experiências de viver de forma inovadora, criativa e solidária o tempo de juventude.
ResponderExcluirAdriana Zamperlini
teste
ResponderExcluirExiste culpados? Professores? Alunos? Governo?
ResponderExcluirO que existe é uma coparticipação de todos os envolvidos nesse insucesso escolar:
-O professor que insiste em ministrar aulas da mesma forma que seus antigos professores, relutando as mudanças, não preparando suas aulas.
-O aluno de desmotivado sente-se obrigado a participar de uma escola que não atende mais aos seus anseios.
-E principalmente o governo, que com suas "políticas públicas" obrigam o aluno a frequentar uma escola física e historicamente atrasada.
NILZA CESTARI
Nesse jogo de culpados, em que cada um foge de sua responsabilidade, aluno, professor e governo, quem sai perdendo é a sociedade por não ter a formação de cidadãos ativos politicamente, críticos e que também ajudem a buscar novas soluções para os problemas da sociedade.
ResponderExcluirDevemos, portanto, incentivar os nossos alunos a pensar além do nosso cotidiano de sala de aula, faze-los aprender um pouco de politica e economia, seja sem que seja somente calculando nas aulas de matemática ou lendo livros de geografia.
Para tanto, devemos também nos preparar para isso. Ensinamos nossos alunos a matéria que vai cair no próximo vestibular. Mas depois desse vestibular, 90% desse conhecimento é desperdiçado.
Devemos incentivar os nossos alunos a participar de agremiações, buscar soluções para problemas do dia-a-dia desse aluno. É fácil achar problemas. O difícil é encontrar a melhor maneira de soluciona-los.
Kevin.
É uma questão muito complexa. A aproximação entre professor e aluno é fundamental para a construção de um ambiente favorável, porém, a realidade do ambiente escolar com salas cheias e realidade dos alunos com problemas sociais, familiares e culturais não favorecem esta aproximação. O professor precisa conhecer a realidade e personalidade do aluno, porém, com salas cheias faz com que uma boa parte do horário de aula seja ocupado em amenizar os conflitos que surgem. Em minha opinião, para virar o jogo não basta alternativas paliativas mas sim a mudança da estrutura da educação como a redução de número de alunos por sala, respeito mutuo entre professores e alunos, responsabilidade no cumprimento dos deveres por parte dos alunos e reestruturação do planejamento para atender a realidade do aluno
ResponderExcluirEntendo que faz sentido a afirmação de culpa entre professores e jovens mas o que mais preocupa é a impotência por das escolas em promover a mudança diante de políticas educacionais engessadas e voltada para resultados quantitativos. Sempre falamos que devemos educar para a vida, porém, para viver precisamos respeitar a nós mesmos e os outros, precisamos respeitar regras para que seja possível a convivência. Na escola os alunos aprendem que as regras existem mas nem sempre precisam ser cumpridas. Eles sabem que mesmo não estudando para atingir a média necessária, ainda podem ser aprovados, sabem que não podem usar celular mas continuam usando, sabem que não recebem punição quando atrapalham as aulas com conversas e brincadeiras inadequadas.
Carlos
Não entendo desta forma, porque como profissional da educação, compreendo e reconheço a função social desta profissão. Mesmo que de forma não muito eficaz, a escola dos dias de hoje exerce um papel social, cultural muito mais efetivo que em outras épocas. Vejo que, se é preciso eleger um culpado, para iniciarmos um processo de reformulação da escola brasileira, com toda certeza professores e alunos fazem parte de um modelo do qual eles tem pouco poder de manipulação, portanto, são reféns de um sistema predeterminado, disfarçado de democrático. Professores e alunos, ainda que às duras penas, fazem valer as funções mais básicas da escola, mas do outro lado temos os dirigentes que usam a escola como ferramenta política. Professores e alunos sabem para que serve a escola, e os nossos dirigentes também ! Prof Ernani
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